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OBRAS DO ORGULHO

10/11/2003
      A cada dia que passa, sinto que pessoas que pensam igual a mim tendem a se achar cada vez mais deslocados, no mundo em que vivemos. Na verdade, a cultura mundial escolheu parâmetros e caminhos tais, que são totalmente incompatíveis com decência mínima. E quando isso falta, certamente que outros extremos tendem a aparecer: imbecilidade plena, loucura completa ou absurdo supremo. Sim, estes são os termos mais apropriados para se definir alguns comportamentos humanos, pois provindos de uma elite repleta de chiliques, que, analisada pelo nosso ponto de vista – os de cá – raiam à insanidade absoluta. Quanto a nós, quem sabe eles – os de lá – sejamos taxados de ultrapassados ou incultos. Tudo bem!
      Hoje ao meio dia, observo o jornal da TV, anunciando a iluminação da barragem de Itaipu, a um custo total de R$ 3,5 milhões de reais. Agora, à noite, no Jornal Nacional, nos é mostrada a gastança de R$ 28 milhões na reforma da antiga casa da moeda do Rio de Janeiro. E como “justificativa” dizem que tal montante foi quotizado por um ‘pool’ de empresas públicas, como se tal dinheiro não fosse do povo. Nas semanas que passaram, tivemos também a notícia de “reforma” da Catedral de São Paulo, parece a um custo superior a R$ 120 milhões. Estes são apenas alguns pálidos exemplos!
      Também no mesmo assunto ouvi a notícia de que a cidade de Ouro Preto está sendo ameaçada de perder o título de cidade ‘patrimônio histórico da humanidade’ por “descaso com as ruas”. E assim, a cada dia, parece mais infinita a lista de “prioridades” dos governos, das administrações públicas, das tais Ongs, e até das pessoas e profissionais, voltadas apenas para simples questões “maquilares” – se esta palavra não existia, existe agora – que significa dar maquilagem nova a uma porcaria, para que ela passe a mostrar aquilo que não é. Para quem sabe a valer menos que antes – porcaria igual após. Perdoem-me quanto à catedral, mas quando eu tiver explicado, o leitor entenderá!
      Esta preocupação com a estética, com a aparência exterior das coisas, falo desta verdadeira obsessão em preservar coisas antigas, casarões ordinários, obras mastodonticas, a pretexto de “cultura”, a mim parece uma versão material e inanimada dos tais “sepulcros caiados” aqueles cheios de pinturas por fora, mas repletos de podridão por dentro. Assim, por exemplo, como aconteceu recentemente na cidade de Goiás Velho, quando algumas enchentes volumosas destruíram parte daquele casario antigo – o tal patrimônio histórico – foi grande a celeuma, não só nacional, mas mundial, de tal forma os jornais mais pareciam muros de lamentações. Enfim, em todas as partes do mundo, existem milhares de cidades, de monumentos, de prédios, de obras feias, nada mais que lixo ordinário, morada de cupins, ratos e baratas que são mantidas e preservadas a custa de bilhões de dólares anuais, como se dinheiro fosse lixo, e como se grande parte deste tipo de cultura não passasse de luxo besta.
      Quem mergulha na história dos povos, e busca nas culturas antigas, já completamente arrasadas, percebe o quanto de imbecilidade tem estes artifícios. Centenas de pirâmides, com milhares de relíquias históricas são postas à luz, para revelar nada mais que um desejo mórbido de perpetuação de algum rei sanguinário, como se isso fosse possível. Na China, desenterra-se agora um verdadeiro exército, milhares de soldados de terracota montados, os guardiões inanimados do túmulo de um rei da dinastia Ming, coisa que qualquer mínima análise apresenta como a síntese do absurdo. Tudo bem, ali jaz um exército de milhares de figuras, enterradas sob uma camada de cinco metros de lama, tudo bem, “arte”, mas pergunte: de que vale isso? Para que serve “arte”, “patrimônio histórico”? A China deixa tirar dali? Não! Vale quanto? Um, dois, dez bilhões de dólares? E daí? Para que serve isso na verdade? Para ver? Ou guardar para ninguém ver? Quem sabe lucrar com “turismo”? Ah! Então é só para isso? Para “embodocar” pessoas! Acaso não faz verdadeiro papel de tolo, um sujeito todo empoado, com uma máquina cheia de fotos, a pretexto de cultura?
      E eu fico aqui pensando: Para que servem mesmo a maioria destas velharias? E chego a conclusão sem muito pensar: Para nada! Pior servem somente para atrapalhar, para inibir o progresso e para massagear egos e encher os bolsos de restauradores, artistas plásticos, engenheiros nada mais. Claro, serve também, para despistar ou desviar o imposto de renda dos ricos. Quem sabe para colar neles, o símbolo e selo maçônico? Talvez ai esteja o verdadeiro motivo pelo qual se presa tanto, o que de fato é ordinário. Ora, um casario antigo, como aquele da ladeira do Pelourinho em Salvador, por exemplo, com fachadas despencando, na verdade serve apenas para atrair turistas. Para que mais? Por dentro, as casas não são funcionais, são mal iluminadas, são verdadeiros antros bolorentos – embora restaurados – e perdem de goleada para os modernos ambientes em termos de beleza e de funcionalidade.
      Quanto custa manter aquilo em pé. E outras obras mais no mundo inteiro, quanto se gasta nisso em todo o mundo? Bilhões inúteis! Isso é o dinheiro mais jogado no lixo que se pode imaginar. Vejam: Agora reformaram, certo? Daqui à cinqüenta anos estará tudo igual caindo de podre, certo? Nos próximos cinqüenta novamente e assim, vai. Um dia vem uma enchente, um terremoto, uma avalanche, um ciclone, e embora todo o cuidado anterior derruba, tudo ao chão e pluft! Para que ficar mantendo aquilo tudo indefinidamente? O que quero dizer com isso? Que, se um dia isso irá acabar de qualquer forma por que motivo não mudar já derrubando tudo, para modernizar, construir, gerar empregos, tornar funcional, servível, aproveitável? Estas “preservações” apenas entravam o progresso! Acho que estes gringos inventam tais coisas é exatamente para evitar que o país cresça. Porque não tirar algumas fotos, guardar uns filmes bem detalhados para embolorar quanto muito? Sabem o que aconteceria? As gerações futuras tendo que assistir aqueles filmes ordinários, diriam apenas: Que coisa chata! Como aquela gente podia morar naquelas espeluncas fedorentas?
      Eis ai o mundo cão em que vivemos. Das indicações do primeiro parágrafo, temos o motivo da revolta de milhares de brasileiros. Duas verdadeiras “obra porcaria” consomem um total de R$ 31,5 milhões de reais, dinheiro suado e de contribuintes. Enquanto isso, na semana que passou, eram mostradas pela TV, nos hospitais de Salvador, centenas de pessoas morrendo, algumas delas há mais de três dias na maca, esperando por um simples enfermeiro, ou até morrendo ali como vermes imundos, depois de semanas sem serem atendidas. Ou seja, para a saúde e a preservação da vida humana não tem dinheiro, para a preservação de um prédio ordinário há de sobra. Tem para a reforma do Pelourinho, não para a saúde das pessoas que lá residem. Ninguém, entretanto, se revolta mais! Refiro-me não a alguns indivíduos que até resmungam um pouco como eu, refiro-me ao ser coletivo, refiro-me ao conjunto da sociedade, que não reage mais, que aceita tudo, como se isso fosse normal. Na verdade, tais agentes do desperdício, mereceriam é ser esfolados vivos!
      Sim, mundo cão, eivado de lobos! Lobos insensíveis, que dilapidam dinheiro público com a maior desfaçatez, criando projetos inúteis, enquanto morre o cidadão de doença, de fome e de miséria. Quem sabe, dá mais ibope a reportagem da reforma de um “patrimônio” lixo, que retratar a alegria de um doente que é bem atendido, que é tratado como gente e acaba voltando saudável para o seio de sua família, para cuidar dela. Lá, aparece vistoso por alguns anos um prédio medonho, embora “reformado”, com dinheiro nem sempre legal! Isso dá status & votos. Aqui o cidadão mal atendido, é um favelado qualquer, que se mistura entre o povo, mais um entre os miseráveis. Lixo! Homem é lixo! Alma é lixo!
      Também dentro da própria Igreja Católica, não me furto de tocar na ferida – e por isso cito a catedral de São Paulo – surgem as obras inúteis, as reformas nababescas e o dinheiro jogado fora loucamente. Fosse um tal recurso, canalizado para aumentar a vida interior, para fazer vibrar a alma da Igreja Católica, e para explodir a vida litúrgica, ai tudo bem! Mas o que se verifica, é que tais obras servem mais, ou apenas para turistas tirarem fotos, para jornalistas “cultos” fazerem reportagens e quem sabe para dar salário a restauradores e peritos. Mas cadê o aumento da fé? Cadê aumento da oração? Cadê coração, alma e vida na liturgia? De que adianta uma Igreja barroca toda folheada a ouro por dentro, e até mesmo reformada por fora, se a construção física serve apenas para embodocar turistas?
      Vejam! Quando pega fogo numa destas igrejas velhas, muitos ficam angustiados, choram, se descabelam, como se fosse o próprio Deus quem estivesse queimando. Claro que tais obras antigas têm o seu simples valor histórico, mas como simples patrimônio físico o legado é desprezível. O que conta para Deus é o louvor, a oração, as Santas Missas, enfim, tudo aquilo que foi feito ali dentro daquela casa de oração, construída para Deus e em honra ao nosso Deus. E este patrimônio de graças não queimou, pois é exatamente aquele que a traça não come, nem o ladrão rouba, nem o fogo queima. Ele está muito bem guardado no Céu e de lá ninguém tira. Para acumular este patrimônio espiritual, entretanto, não é preciso fazê-lo dentro de uma Igreja que levou 600 anos para ser construída, como a Catedral de Colônia na Alemanha, mas pode ser acumulado rezando debaixo de uma árvore frondosa, catedral perfeita da natureza de Deus. E afinal, para que levar 600 anos para construir uma catedral daquelas, se hoje, na Missa principal dos domingos, se pode achar rezando apenas umas vinte pessoas, velhinhas, isso contando com o padre?
      Triste fim – civilização moderna – triste fim te espera! Meus pobres olhos, que nem tão longe vêem no futuro, podem já observar todo um ruir à sua frente! Envoltos em turbilhões de pó, milhões de prédios ruindo, velhos imprestáveis. Não só estas milhões de velharias “patrimoniais” mas também milhares de torres novas. Imaginem um World Trade Center, multiplicado por milhares de vezes. Também meus ouvidos, que pouco ou quase nada ouvem do futuro, conseguem já perceber o fragor do estrondo de “patrimônios históricos” que desabam, ruem, ao sopro do Espírito Santo de um Deus ofendido. Pois olhos do Céu vigiam o homem – criatura – algoz nefasto do irmão que sofre, que morre de fome, e já não longe posso ver o dedo em riste do nosso Pai Criador a apontar para a terra: culpada!
      Que é feito, irmãos em Cristo, das ruínas da Torre de Babel? Parece que ninguém sabe onde ficam! Onde estão os tais Jardins Suspensos da Babilônia? Onde o Colosso de Rhodes? Onde está o Templo de Zeus em Éfeso! Onde está amigos, o Farol de Alexandria, onde está o Helicarnasso? Simples vestígios que a memória guarda! Dizem que existiu isso. Mas eis que teimosamente o homem continua cultuando tais obras como “maravilhas do mundo antigo”, quando isso não passa de “vento no pastel”. Nada mais são que um montão de cacos, eis que foram erigidas em nome de deuses estranhos, em homenagem a reis déspotas e sanguinários, ou para simples orgulho de civilizações devassas e opressoras.
      Amigos, assim como sumiram todos os zigurates da Babilônia antiga, da mesma forma, ou pior ainda, hão de sumir um dia – dia não distante – todas as obras do orgulho humano, a Babilônia atual. Sim, preservar as ruínas do Coliseu em Roma, não, entretanto, como arte antiga, mas sim como símbolo da tirania, da opressão, dos rios de sangue derramado dos cristãos, ali, sim, holocausto! Enfim, como prova da dor, do sofrimento e da quase infinita crueldade do homem. Ali, naquele coliseu maldito, não deveriam ser jamais levadas máquinas fotográficas, nem filmadoras, para registrar as ruínas de um tal templo do inferno, mas sim, deveriam permanecer ali pessoas rezando em silêncio absoluto, dia e noite, em expiação contínua, por uma era diabólica, que ceifou a vida de mais de 12 milhões de cristãos, assassinados pelo monstruoso império romano. Isto é o que deveria ser feito!
      Impressiona-me o volume assustador de turistas que circula pela terra a cata destas coisas ordinárias e velharias. Dizem, tem cinco mil anos! Oh! Oh! Oh! Ou tem setecentos anos! Ah! Ah! Ah! E lá ficam tirando fotos, fingindo que isso é cultura, como se cultura enchesse barrigas, curasse doenças, corrigisse injustiças, ou praticasse o bem! Cultura vem da palavra culto. Culto, se deve somente a Deus! Quando, pois, perdemos nosso tempo atrás destas idiotices, quando gastamos nosso dinheiro preservando tais realizações do espírito humano, estamos nada mais que erigindo novos ídolos blasfemos, e o fazemos em desafio a Deus Criador, para Quem deveríamos direcionar todas as nossas obras. Sim, meus caros, o sentido diabólico desta proposta de preservação “histórica”, não é outro senão desafiar a Deus, tentando eternizar a obra humana. Não mais culto a Deus, sim ao homem! E mais, enquanto o homem fica correndo atrás destas esquisitices perde um tempo precioso de aproveitar as coisas verdadeiras, ou seja, aquilo que de fato o conduz a Deus.
      Aqui se vê uma pintura, um simples quadro, um Van Gogh, por exemplo, e lá vem um “colecionador” e paga US$ 100 milhões pela obra de um pintor maluco, tão louco era ele, que foi capaz de cortar fora a própria orelha num acesso de fúria. Que é o quadro? Uma idéia de flores! Um vaso retorcido, alguns rabiscos coloridos e ordenados nada que se aproxime da perfeição da obra Divina! Perfeição do Criador das flores, do Criador dos vasos, e do Criador dos homens, que pintam retorcidos vasos de flores. E assim é a tal “arte moderna” em geral. Rabiscos, coisas sem sentido, engenhocas pavorosas, quando pintam ou retratam objetos. Carrancas cheias de esgares mórbidos, rostos diabólicos, feios, hediondos, completamente deformados, nada mais que isso, quando criam rostos de pessoas que o Senhor fez tão lindas! Colagens nefandas, monstros horripilantes, monstros, mais próximos de criações de satanás quando retratam corpos humanos, que Deus fez tão perfeitos. E diante disso, cirandam milhões de imbecis por toda a terra, mal sabendo que todo este lixo ordinário terá um fim pavoroso! Em breve. O homem que se bestializa porque “havia uma pedra em meio ao caminho” merece que a pedra lhe caia na cabeça.
      O gesto de gastar 100 milhões de dólares num quadro destes, vale menos diante de Deus que dar, com um chute, com raiva, uma simples migalha a um cão sarnento. O quadro, vale para Deus menos, que este pobre cão sarnento. O ato de gastar 100 milhões de reais para reformar uma catedral católica qualquer, vale sim, alguma coisa, se for para aumentar a fé, dinamizar culto e o louvor e aumentar o fervor litúrgico das celebrações. Mas, se for apenas para a ostentação e o luxo, as fotos, as visitas turísticas e a badalação fútil, malsinado o trabalho, maldito o fruto. Mais uma coisa: Se tal dinheiro, todo, até o último centavo, veio do sagrado dízimo, certamente que trará a benção de Deus e produzirá muitos frutos de conversão. Mas ai dos construtores se eles aceitaram o maldito dinheiro daqueles “homens de bem, procurando ser melhores”, mesmo que ele tenha chegado por boas e santas mãos! Toda obra, realizada com dinheiro antes consagrado a satanás, será adiante fulminada pela ira divina. O que é de Deus ficará! O que é do diabo desaparecerá. Os anjos de Deus derrubarão a golpes de picareta se preciso, todo grão de pó erguido em honra ao inimigo de nossas almas. Até mesmo um simples triângulo “inocente”, posto na fachada de um prédio.
      Toda edificação humana, desde uma simples casa de família, até um suntuoso templo de oração, deve ser feita sempre com Deus, por Deus e para Deus. Se for casa, será o recinto sagrado dos filhos de Deus. Se templo a casa Sagrada do próprio Deus. Toda obra edificada exclusivamente pelo homem, para o homem e em nome do orgulho humano, é obra deste mundo e é obra para satanás. Esta obra não subsistirá! Todas a catedrais do mundo, por mais esbeltas que sejam e os santuários, por mais suntuosos e revestidos de ouro que sejam, que foram edificadas apenas pelo orgulho, ou que, mesmo não edificadas assim, mas ora não mais são verdadeiras casas de oração, creiam, tudo isso se desfará em pó e sumirá para sempre. Se não servem para culto a Deus, servem ao mundo e ao diabo! Para os que duvidam, pensem no templo de Jerusalém, o templo de Salomão. Que foi feito dele? Pó! E o Senhor ainda permitiu construir sobre aquela terra sagrada, uma mesquita pagã, Al Aqsa, exatamente para que ninguém tenha coragem de o reconstruir, até que Ele venha e o faça. E, é claro, ruirão também todos os pagodes budistas, e as mesquitas, sem falta!
      Quanto à questão da cultura, já disse uma vez e repito: Ainda que eu soubesse o nome de todos os grãos de areia dos mares, ainda que eu soubesse o nome de todas as estrelas do firmamento, ainda que eu tivesse todo o conhecimento do universo, se eu não tivesse Deus, eu não seria nada. De que adianta ao homem, ganhar o mundo inteiro, se isso implica em perder a alma. Quando Jesus disse esta frase, certamente referia-se, também à cultura inútil! De que me adianta saber a história dos povos, identificar todas as personalidades importantes da história humana, citar milhões de datas e eras, identificar todas as obras de arte do mundo, imagens inclusive, enfim, descrever minuciosamente todos os passos, de todos os homens que já pisaram na terra, e ainda descrever todas as obras do homem até hoje, se eu não souber ganhar o Céu? Se eu não souber onde e como encontrar Deus?
      Diante do Tribunal divino, do Justo Juiz, eu não terei apelação. Não terei nem sequer argumentos para explicar por que desperdicei meu dinheiro e tempo preciosos, atrás de coisas sem sentido eterno, quando para a vida eu vim, apenas para ganhar o céu com mais felicidade. Por que motivo, antes de buscar velharias não busquei o irmão que sofre? Mas certamente, que, um dia, quando terei que prestar contas dos recursos desperdiçados em obras nefandas, o veredicto será cruel. Culpada! E o Senhor dirá: destruam tudo! Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, de doenças, de miséria absoluta, de cansaço pela exploração, de dor por falta da cura que poderia vir daquele dinheiro investido em pesquisas, temos ai infinitos recursos voltados para a preservação do inútil, do bestial, do pavoroso, do ordinário, do nefando, do fedorento, para dizer numa só palavra: do satânico! Que o homem aguarde o grande Dia do Senhor, dia da santa Ira, e que reze, desde agora, para poder manter-se então de pé diante Dele. Ai de quem estiver de joelhos!
      Não tenho medo de errar quando digo: Duvido que fiquem de pé, até mesmo obras como a incrível Basílica de São Pedro no Vaticano. E com ela sumirão todas as “obras de arte”, valiosíssimas para os colecionadores, mas quem sabe um pequeno lixo para Deus. Que valerá então uma “Pietá”, avaliada por um marchand em U$ 250 milhões? Bem maior valor terão, certamente, as Ave-Marias que alguém um dia rezou à vista desta imagem, se algum turista lembrou de fazer isso. E assim como aquele monumento da fé acabará por desfazer-se em pó, milhares de outras obras idênticas também ruirão. E se ruirão a maioria das catedrais e as igrejas do mundo, quanto mais se dirá das torres elevadas e de todos os “patrimônio histórico da humanidade”? Haja lixeiras, haja mar para sepultar isso tudo. Por último afirmo: No fim, sobrarão apenas a Igreja Católica como a única entidade da terra, e sobrarão as almas fiéis a João Paulo II, os templos de Deus. Sim, ficarão de pé, apenas os santuários vivos das almas, os templos dos corações, dos homens ligados em Deus. Pois...
- Enquanto os templos forem construídos para a ostentação da criatura, e não para o culto e o louvor a Deus Criador – sempre serão obras descartáveis e abomináveis.
- Enquanto as torres forem edificadas como novas Babel, em desafio ao Criador Supremo, e não num sentimento de serviço e de amparo a todos os que padecem carências – sempre elas serão símbolos de orgulho e de satanás. E isso tudo será fulminado! Por isso:
- Enquanto crianças, as amadas de Deus, estiverem catando comida nas lixeiras – ao tempo em que nababos gastam com obras de arte - haverá sempre uma espada de Dâmocles, pendente sobre a cabeça dos gastadores perdulários... e dos homens que não mais reagem!
- Enquanto mutilados indivíduos, Templos do Espírito Santo, disputarem comida com cães vadios e urubus – tempo em que “beneméritos” acertam fortunas, restaurando os tais “patrimônios históricos” - haverá sempre um dedo acusador apontando na direção dos imorais, dos ladrões e dos corruptos, que desviam e destinam verbas para tais fins.
- Enquanto milhares de mães macilentas e cadavéricas estiverem a ser sugadas por seus pequenos rebentos, nada mais que montinhos de ossos a beira da morte – enquanto sebosas madames gastam fortunas com cães e gatos, embora criaturas de Deus - haverá sempre um eterno clamor se erguendo aos céus, pedindo por vingança e clamando por Justiça.
- Enquanto a doença ceifar milhares de vidas humanas, porque a indústria de medicamentos maldita, percebeu que o lucro vem da manutenção da doença e não da pesquisa da cura – enquanto seus donos investem fortunas em quadros e obras de arte - haverá sempre um Deus que tudo vê, aguardando o momento de executar Sua Santa, e fulminante Justiça! Depois disso tudo, falar em mutirão pelo fim da miséria e Natal sem fome é puro cinismo!


      Não é a obra exterior o que conta, mas sim os frutos para o espírito que ela proporciona. Não é a catedral suntuosa por fora, o que vale alguma coisa, mas sim a alma do homem, templo do Espírito Santo e dom de Deus. Se Deus não for o centro de tudo, se o homem o motivo da ciência, e se a salvação das nossas almas não forem o nosso maior objetivo, a civilização estará morta. Templo que não é Espírito Santo é morada de satanás. Enfim, não é o patrimônio histórico da humanidade o que conta, mas sim o patrimônio espiritual que erguemos em louvor ao nosso Pai Excelso e amoroso! Enfim, deste mundo nada sobrará, pois até as fortíssimas pirâmides do Egito um dia se tornarão completamente pó, misturado às areias do deserto que as circunda! E como elas a civilização atual do orgulho humano ruirá: porque foi erguida para a criatura e não para o Criador! Sim, tudo se tornará pó!
     Só não se desfarão em pó as almas eleitas de Deus. Só elas precisam ser preservadas!

Matéria retirada do site http://www.recados.aarao.nom.br

 

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