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A Igreja nunca perseguiu Galileu, revela autoridade vaticana

19/11/2004
Dom Ângelo Amato, até pouco tempo Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, revelou que, de acordo com documentos recentemente descobertos, Galileu Galilei nunca foi perseguido ou torturado pelo Vaticano por afirmar que a terra girava ao redor do sol.

Dom Amato disse que uma carta recentemente descoberta nos arquivos vaticanos, enviada pelo Comissionado do Santo Ofício ao Cardeal Francesco Barberini em 1633, indicava o desejo expresso do Papa de que o julgamento de Galileu fosse rapidamente concluído em consideração à sua frágil saúde.
”A idéia de que Galileu foi encarcerado e até mesmo torturado para que abjurasse de sua tese não foi mais que uma lenda transmitida por uma falsa iconografia”, acrescentou o Arcebispo.

Além de lembrar que Galileu foi julgado não por sua tese científica, mas por dizer que a Bíblia estava errada ao falar que “o sol se deteve” –quando o que se deteve foi a terra-, Dom Amato explicou que durante o julgamento, foi concedido a Galileu “os aposentos do advogado, um dos mais altos ofícios da Inquisição, onde foi assistido por seu próprio servo”.

“Durante o resto de sua estada em Roma, foi convidado do embaixador florentino na Villa Medici”, acrescentou também o Prelado.
O Arcebispo revelou também que quando em 1610, Galileu publicou sua obra Sidereus Nuncius, onde propunha sua teoria, recebeu o apoio não somente do grande astrônomo Johannes Kepler, como também do jesuíta Clavius, autor do calendário gregoriano, que hoje rege o mundo ocidental.
Galileu “teve inclusive muita aceitação entre os Cardeais romanos” porque “todos queriam olhar o espaço com seu famoso telescópio”.

Fonte: ACI Digital

 

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