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Santa Sé publica "sugestões e propostas" para o Ano da Eucaristia

25/10/2004
A Santa Sé publicou esta quinta-feira um documento em resposta a um pedido explícito de João Paulo II com «sugestões e propostas» para viver o Ano da Eucaristia, que será inaugurado este domingo.

O texto, de 35 páginas, recorda que «para o desenvolvimento deste Ano, o Santo Padre deixou a iniciativa às Igrejas particulares»; não obstante, pediu que fossem oferecidas estas sugestões úteis para os pastores e agentes de pastoral chamados a oferecer sua contribuição.

«Ano da Eucaristia: sugestões e propostas», redigido pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cujo prefeito é o cardeal nigeriano Francis Arinze, pelo momento só foi publicado em italiano

O texto oferece sugestões para o Ano Eucarístico às conferências de bispos, às dioceses, às paróquias, aos santuários, aos mosteiros e comunidades religiosas, a seminários e casas de formação e a associações e movimentos católicos.

Às conferências episcopais, o texto pede que preparem subsídios nos quais se enfrentem os problemas doutrinais ou pastorais mais sentidos em seus países. Em particular, assinala os seguintes: «falta de sacerdotes, debilitação nos sacerdotes da importância da missa cotidiana, descuido da missa dominical, abandono do culto eucarístico».

As conferências devem considerar, também, segundo o documento, «a qualidade das transmissões televisivas e radiofônicas da celebração eucarística», mas adverte que há que «favorecer adorações na igreja evitando que os fiéis se contentem com acompanhar a adoração transmitida pela televisão».

Sugere também às conferências episcopais que promovam iniciativas de abertura e encerramento do Ano Eucarístico, reflitam sobre a Eucaristia em universidades ou institutos e seminários, e promovam congressos eucarísticos nacionais.

Em segundo lugar, o texto se dirige às dioceses para pedir-lhes que prestem atenção a celebrar de maneira adequada «a abertura e o encerramento do Ano da Eucaristia», a valorizar a «missa estacional» presidida pelo bispo como sinal de comunhão eucarística da Igreja particular, e a promover o conhecimento de santos e santas que se distinguiram pelo amor à Eucaristia.

Outra das tarefas que o documento vaticano encomenda às dioceses é a de dar a conhecer «o patrimônio de arte diocesana com referência eucarística»; «aumentar a adoração perpétua do Santíssimo Sacramento»; imprimir um caráter eucarístico à Jornada Mundial da Juventude, em particular em torno ao Domingo de Ramos (que é quando se celebra em nível diocesano).

Por último, às dioceses pede que «criem seções de interesse eucarístico nos semanários, revistas diocesanas, sites na Internet, emissoras de rádio e de televisão locais».

Em terceiro lugar, o texto oferece orientações para as paróquias, as quais qualifica de «comunidade eucarística».

Entre outras coisas, pede reordenar - se necessário - os lugares de celebração («altar, ambão, presbitério») ou nos que se conserva a Eucaristia («sacrário, capela da adoração»); dotar-se de «livros litúrgicos», atender à beleza dos sinais («ornamentos, cálices», etc).

Às paróquias pede atenção ao «canto litúrgico», seguindo as últimas indicações dadas por João Paulo II; aplicar e conhecer a normativa litúrgica emanada pelo Papa e a Santa Sé; ensinar a «estar na igreja» com recolhimento; promover a adoração eucarística e outras práticas de oração ante o sacramento; verificar a regularidade e dignidade com que se leva a comunhão aos enfermos.

Dirige-se aos santuários para sugerir-lhes que favoreçam a participação na missa, (valorizando o canto gregoriano, ao menos nas melodias mais fáceis); que ajudem as pessoas a rezar ante o Santíssimo Sacramento com recolhimento; que ofereçam a possibilidade de que os peregrinos se aproximem do sacramento da Reconciliação.

Aos mosteiros e comunidades religiosas sugere que programem momentos de reflexão e de avaliação sobre a qualidade da celebração eucarística em comunidade; redescubram na vida e escritos de seus fundadores a maneira da piedade eucarística, examinem-se sobre o testemunho eucarístico que os consagrados dão em paróquias, hospitais, escolas, cárceres, etc.

Pelo que se refere aos seminários e casas de formação, o documento vaticano lhes alenta a cultivar «o laço entre formação teológica e experiência espiritual do mistério eucarístico»; a prestar atenção à «participação interior e exterior na celebração da missa»; a conhecer «a teologia litúrgica» e o «rito da missa»; a alcançar uma familiaridade com «o latim e o canto gregoriano»; e a aumentar «a adoração eucarística».

Por último, o texto se dirige às «associações, movimentos, confraternidades» para explicar-lhes que o Ano da Eucaristia «é um chamado a refletir, verificar, interiorizar e eventualmente atualizar seus estatutos tradicionais». Também, acrescenta, «é um estímulo para dedicar mais tempo à adoração eucarística, envolvendo também outras pessoas em uma espécie de "apostolado eucarístico"». «É um convite a conjugar oração e compromisso de caridade», conclui.

 

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