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Muitas Moradas

20/08/2004

     “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que onde Eu estou, também vós estejais” (Jo 14,1-3).

     Muitas vezes temos falado sobre esta “morada do céu”, nossa casa eterna, pela qual nós todos ansiamos, pois ela deve ser certamente a maior preocupação das nossas vidas. Entretanto, o mundo nos procura afastar deste objetivo maior, da busca do espírito, das coisas celestiais e do Alto, justo porque o príncipe negro nos excita os sentidos com as “suas coisas”, as coisas deste mundo passageiro, para que a felicidade aparente daqui, venha a sufocar em nossa alma a busca ansiosa da felicidade eterna. Por isso – instados constantemente por Nossa Senhora – o objetivo maior de nossa equipe como um todo, tem sido levar a quantos quiserem as provas claras do Amor deste Deus, que nos atrai para o Céu, e da Sua Misericórdia infinita, que vive a mostrar os caminhos que levam ao Pai. Sim, misericórdia, mas respeitada a Justiça, em Deus sempre perfeita.

     Nós já falamos também aqui, centenas de vezes, sobre o infinito maior deste sentido eterno. E tantas vezes tentamos explicar que a vida é tão curta, tão fugaz, tão limitada, tão infinitamente miserável, que não vale a pena darmos um único suspiro por aquilo que existe neste mundo passageiro, pois nosso suspirar deve ser pelo eterno, pelo que vale a pena, pelo imorredouro, por aquilo que os milênios infinitos não sepultam. Entretanto, é preciso sempre ter em mente que é aqui, nesta vida, que construímos esta vida eterna, esta casa no Céu. Ou seja, é daqui da terra, pela nossa vida, por tudo aquilo que fizemos com os dons inestimáveis que o Criador nos deu, é que determinamos o grau de alegria e felicidade que nós queremos ter no eterno existir em Deus. Porque há, sim, uma enorme diferença! O Amor é a medida de todas as coisas. Infelizmente, bilhões de seres humanos jamais se preocuparam com o verdadeiro Amor. Mas nunca é tarde para começar!

     De fato, são nossos atos, nossas ações, nossa caridade, nossas orações, tudo aquilo de bom e de bem que nós fizermos nesta vida, que irão determinar o nível de felicidade que nós queremos e iremos ter depois junto de Deus. Até porque, Ele não seria justo se colocasse num mesmo nível aqueles que vivem a verdadeira vida em Deus, perfeita e pura, casta e santa, e aqueles que passam pela vida entre blasfêmias e ódios, ou sendo coisa alguma, e que se salvam apenas pela misericórdia, e por atos, orações e sacrifícios de outros. Ou seja, salvam-se sem méritos! Da mesma forma aos que mergulham fundo no pecado, nesta vida, e que se obstinam no mal até o fim de sua existência, assim acontece! Cada má ação aqui praticada, em vida, e a soma delas todas é que irão determinar o grau de infelicidade e de terror eterno que a alma viverá depois. Ou seja: é aqui que decidimos! Depois da morte, é tarde para mudar nosso destino.

     O Padre Jonas Abib em seu livro “Combatentes na Esperança”, explica estas moradas no Céu, como se realmente se tratasse de uma casa. Ele diz que todos os bons atos que nós aqui praticarmos são como o material de construção, que vamos mandando para o Reino Celeste. Assim, quem pratica boas ações em grande quantidade, manda para o Céu material de boa qualidade, com o qual os anjos de Deus vão construindo a nossa futura habitação eterna, onde viveremos para sempre felizes. Então, quando Jesus diz que vai à frente e que nos está preparando uma morada, refere-se a este princípio. Ele de fato não nos dá o material para a construção, mas recebe de bom grado aquele que lhe mandamos.

     Assim, os grandes santos, com seus grandes sofrimentos, suas grandes batalhas, suas grandes obras de caridade, seu amor profundíssimo pela Santa Missa e pela Sagrada Eucaristia, enfim, pelo profundo Amor que demonstraram a Deus e aos irmãos nesta vida, mandaram para o céu uma infinidade de diamantes, de pérolas, de mil e uma pedras preciosas, também de cristais, ouro e prata, de modo que, quando chegaram ao Céu, encontram lá construída uma mansão esplendorosa, radiante, em meio a jardins imensos e bem trabalhados e ainda junto a um local exuberante que lhes fará a alegria eterna. E lá, com Deus, eles serão felizes para sempre e se deleitarão e desfrutarão de todas as boas obras que aqui, em vida, realizaram. Estes são bem poucos, e certamente que tais casas se encontram apenas algumas no céu, são “as estrelas no firmamento de Deus” (Dn 12,3).

     Já os medianos, aqueles que levaram uma vida mais ou menos, que praticaram porém, muitas boas obras, mas que, também, cometeram grandes pecados, estes mandam para os anjos, materiais bem variados – de primeira e também de inferior qualidade – que podem formar sim uma boa habitação, mas que não terá aquele esplendor da casa dos santos. Entretanto, eles não invejarão as outras moradas e se sentirão felizes no local que Deus escolheu para eles – ou melhor, que mereceram para si – e se sentirão bem na sua casa eterna, porque saberão, com certeza, de que aquele foi o seu exato, justo e perfeito lugar. Aliás, se houvesse inveja no Céu, não haveria felicidade, pois a inveja é dos renegados e este é o principal material dos que constroem no inferno. Adiante nós falaremos deles também.

     Mas existe uma vasta categoria de pessoas, que durante a vida manda muito pouco material para o céu. Aliás, quase nada ou nenhum mesmo. Então, os anjos têm extrema dificuldade em montar suas casas e em arrumar um lugar para eles. São os que se salvam sem mérito algum. São aqueles que são retirados quase do inferno, até pelos últimos fios de cabelo, e que se não fosse a imensa, a infinita misericórdia do Pai, se perderiam para sempre. Penso que em torno de 70% dos que se salvam, entram nesta lista e ganham o céu quase sem merecimento algum.

     Então, este Pai tão bom e misericordioso, se compadece destas pobres almas, e permite que os anjos usem das “sobras” do material de construção das outras moradias, e conseguem assim formar, o que se poderia chamar de uma “COHAB” do céu, feitas de restos e sobras de orações e sacrifícios, com bilhões e bilhões de casas, todas quase iguais, umas bem pertinho das outras, sem grandes jardins e com poucas flores, onde elas poderão viver – também felizes – para sempre. Felizes, porque serão eternamente gratas a Deus por tê-las salvado sem mérito algum da parte delas, apenas por aquele extremado amor, Eterno e Infinito que salva até quem merecia o inferno pelo péssimo material que aqui produziu.

     Então você poderá dizer que Deus é injusto fazendo com que alguns vivam, em tais casas, tão pequenas e para todo o sempre? Negativo! Pior seria se Deus deixasse que eles seguissem o curso de sua vontade, e assim, quando chegassem às portas da eternidade não tivessem construído as suas casas no Céu e sim no inferno! Ora, isso nos leva exatamente ao extremo oposto. Também as pessoas que em vida, constroem apenas para o mal e edificam para a maldade, ou que constroem apenas para o terreno e o passageiro, mandam para a vida eterna apenas material vagabundo, podre e fedorento e isso não entra no céu. Mandam também urzes e espinheiros. Mandam lixo e todo tipo de coisas ruim. Com isso, no inferno, também vai sendo preparado para eles, pouco a pouco, um lugar de estadia eterna. Antros, covas, tocas imundas, lixo, fedor, imundícia, tudo aquilo que a maldade humana pode produzir.

     Tudo depende da intensidade do quanto foram maus aqui, do quanto rejeitaram a Deus, do quanto fizeram pouco caso da misericórdia divina e do quanto não levaram em conta a perfeita Justiça de Deus. Da mesma forma como existem no céu diferentes graus de felicidade, também existem no inferno diferentes graus de terror eterno. É de tal forma perfeita a Justiça de Deus, que a maioria dos condenados, no fim, acaba agradecendo a Deus por tê-los levado antes do tempo, porque quanto tempo mais eles ficassem vivos, mais facilmente e profundamente cairiam na desgraça. Mais terrível seria o lugar onde deveriam de permanecer para sempre, e mais doloroso o seu sofrimento eterno. Veja, que, até com os condenados Deus é justo e perfeito! Nem eles podem reclamar de sua situação.

     De fato, no livro dos exorcismos, quando é expulso daquela pobre alma, Judas, aquele que traiu Jesus, diz claramente que o lugar onde ele está e onde ficará para sempre é dos piores. Sim, porque nenhum outro condenado ao inferno poderá alegar que não teve as devidas chances de se converter, como Judas teve. Este infeliz conviveu com Deus, durante três anos inteiros. Judas realizou grandes milagres em nome de Jesus e sabia então que Jesus era realmente Deus. Ele cometeu em grau máximo o “pecado contra o Espírito Santo” aquele que “não terá perdão nem neste nem no século vindouro”. Significa duvidar do perdão de Deus, acreditando que seu pecado é maior que a divina Misericórdia. Então, esta contínua rejeição de Judas, que conviveu com o Amor na essência, mas sempre decidiu pelo ódio e pelo mundo do dinheiro, significou para ele material de construção do pior tipo possível. Tem, então e para sempre no inferno, a casa que merece.

     No Evangelho Jesus falou: “Não junteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no Céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque, onde está teu tesouro, ali estará teu coração” (Mt 6,19-21). Ó quanto tempo de minha vida perdi tentando afrontar estes versículos, por achá-los estranhos e fora de contexto no mundo atual. Quanta insensatez, meu Senhor! Digo mais, quanta burrice de minha parte! As coisas de Deus são tão singelas, tão simples, mas ao mesmo tempo tão perfeitas, que é prova de incomensurável insensatez nos prendermos ao que é humano e terreno, deixando de lado aquele infinito que não passa.

     Eu vejo, por exemplo, milhares de pessoas correndo atrás de cursos, de faculdades, de formas e meios de crescer apenas em conhecimentos humanos, mas que é infeliz e jamais o será por estes caminhos. E não somente as pessoas, mas seus familiares, acabam vivendo um stress contínuo, entre angústias e depressões, porque buscam coisas sem sentido eterno. Já noutro dia falei, não somente o rico não leva seu ouro para o túmulo, mas também é certo que o mesmo caixão que comporta um gênio nas artes e ciências humanas, serve também para lacrar um debilóide e um mentecapto. Então, por esta lógica, todas as nossas obras para o mundo, são apenas detalhes, não caminhos, se as considerarmos em relação ao Céu. Fixar-se, então, nos detalhes, é perder o caminho eterno, cujos séculos não morrem.

     Deus nos fez para sermos felizes! Ora, se uma nova faculdade não me torna mais feliz em Deus, então ela é obra do maldito, que confunde e engana. Se um novo curso de artes, de pinturas, de música  ou qualquer outro não me aproxima mais de Deus Eterno, então é lixo e serve apenas para produzir material de construção ruim. E embora delicie os sentidos aqui neste mundo, ou torne ufano o possuidor do diploma, serve apenas para aqui e no fundo é coisa ruim. Vejam o mundo da música! Bilhões de pessoas se bestializam ouvindo músicas profanas, e mais que isso músicas diabólicas em notas e letras, que servem apenas para embotar os sentidos e deturpar as mentes. Todas estas músicas profanas morrerão com este mundo que passa, porque no Céu cantam-se apenas louvores e hinos de adoração. Entretanto, se aqui na terra todos cantassem cânticos sacros e hinos de louvor e adoração a Deus, já todos viveríamos o paraíso, e o Céu seria aqui mesmo. Haveria liberdade completa e alegria plena. Porque a voz que canta para o mundo, morrerá com ele; a voz que canta para Deus cantará eternamente.

     Dirão que sou um Dom Quixote, lutando contra moinhos de vento, e posso ser. Mas na verdade cansei de ser insensato construindo para este mundo passageiro, do qual levo apenas o mal ou o bem praticado. Verdade também, melhor ser um Dom Quixote lutando contra moinhos de vento, a ser um “rocinante” – o macérrimo cavalo deste “cavaleiro da triste figura” – ao qual montam todos aqueles que caminham para a perdição. Mais vale ser considerado louco por tentar abrir os olhos de quem se quer perder – os que montam os rocinantes do inferno – do que passar anos inteiros de purgatório em meio à dores, por haver deixado de alertar contra os enganos deste mundo, passageiro e mau. Sim, mau, porque nós somos maus, porque Bom apenas Aquele que o criou.

     Numa das últimas caminhadas nos cemitérios, junto ao túmulo de um sacerdote, o Cláudio recebeu uma mensagem do anjo, dizendo que aquele padre havia sofrido um longo e doloroso purgatório, de muitos anos de sofrimento, equivalente a um “câncer na língua” por haver calado a verdade, e deixado de alertar suas ovelhas que iam à perdição eterna. Creiam, é mil vezes preferível que sejamos considerados loucos por “gritar sobre os telhados” (Mt 10,27) aquilo que a Palavra de Deus nos ensina, que sermos considerados por Deus como “cães mudos, incapazes de latir, que sonham estirados, gostam de cochilar, cada um cuidando apenas de seu interesse” (Is 56, 10-11). Ai, ai, ai...

     Ai dos bilhões que agem assim! Eles não estão mandando nenhum bom material de construção para a eternidade e assim, quando chegarem na porta do Céu Jesus lhes
dirá: “aqui não tem um lugar para vocês! Vossa casa não é aqui! Vocês nunca mandaram nenhum bom material para que meus anjos pudessem construir vossa casa aqui”. Portanto, “ide, malditos, para o fogo eterno, destinado ao demônio e seus anjos” (Mt 25,41). Ó, quem poderá ouvir um veredicto destes, sem querer sumir de desespero?

     Entretanto, é o anúncio do Reino que Vem, que nós devemos pregar agora. Porque “quem der testemunho de Mim, diante dos homens, também darei testemunho dele diante de Meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que Me negar diante dos homens, também o negarei diante de Meu Pai que está nos Céus” (Mt 10,32). Eis que Jesus continua dizendo na seqüência: “Vim trazer não a paz, mas a espada”. Não, isso não significa trazer a guerra ou a discórdia rancorosa, mas sim apresentar a todos o caminho da dura Verdade, o caminho da dor e da cruz que salva, e não o caminho das flores aparentes, das músicas e eflúvios terrenos, mas que levam à perdição. Ou seja: quem está de bem com o mundo, está fatalmente de mal com Deus, porque “quem não toma a sua cruz e Me segue, não é digno de Mim” (Mt 10, 38).

     Ora, os pais e mães e estes por seus filhos, os jovens, lutam desesperados e esfalfam-se para se darem bem nesta vida, para ganharem dinheiro, ou fazerem carreira, ou conseguir um bom e seguro emprego, ou uma mamata à custa do erário público e só então se sentem realizados e felizes. Mal sabem eles que o demônio os engana e ilude, pois enquanto buscam apenas esta vida, deixam de construir para a eternidade, perdem tempo precioso, eis que Jesus diz: “Quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la” (Mt 10,39). E assim, olhando pelo prisma destes poucos versículos, facilmente poderemos perceber o quão pouco material de construção de boa qualidade está sendo mandado para o Céu. Ou melhor, o quão poucos, estão mandando ainda este material, para a construção da cidade celeste, a morada de Deus.

     De fato, desde que o Coração de Jesus há mais de 300 anos Se manifestou à Santa Margarida Maria Alacoque, este Coração divino tem armazenado tesouros infinitos para este nosso tempo tão difícil, porque tão mundano. Estes tesouros de graças, são material de construção abundante e extremamente precioso, destinado a todos aqueles que querem se apropriar deles e assim poderem construir belas mansões na eternidade. Mas infelizmente, são pouquíssimos os que estão indo a este imenso depósito do Coração de Jesus, para buscar as graças necessárias, o material perfeito para sua construção no Céu. De fato, pensando assim, imagino que milhões de anjos estão de braços cruzados no Céu, a espera deste material, ou têm um imenso trabalho para procurar sobras das outras construções, senão poucas casas estariam prontas.

     Quem se dedica a ler as máximas eternas, gravadas nos livros da Sabedoria, no livro do Eclesiastes e do Eclesiástico, certamente que aprenderá inesquecíveis lições de vida. Uma delas é entender o grande dom da Sabedoria, que faz distinguir perfeitamente do conhecimento e da inteligência. Ninguém, nem mesmo a pessoa mais inteligente do mundo pode ser considerada sábia, se não busca a Deus acima de tudo e com todas as suas forças e entendimento. Buscar a Deus e as coisas do Alto é sem dúvida a medida mais perfeita da sabedoria. De fato, o túmulo reterá junto com o corpo que irá voltar ao pó, todos os conhecimentos humanos, todas as ciências, todas as tecnologias, todos os avanços e conquistas científicas. Pois certamente, com tudo aquilo que imaginamos ter construído sem Deus, mal conseguimos chegar na lua. Se tivéssemos crescido em Sabedoria com Ele, já teríamos visitado as últimas constelações do Universo.

     Eis que, agora, os tempos são finais. Nem tudo está perdido para aqueles que querem começar, nunca é tarde para Deus, porque até mesmo os trabalhadores da undécima hora, poderão receber o salário da salvação, destinado aos que amam a Deus. Jamais se duvide de que Deus não poderá salvar, mesmo ao pecador mais teimoso, porque basta que ele dê um suspiro, um só suspiro pelo Pai, e logo se abrirá uma avenida à sua frente. Muitos pensam que é tarde para se mandar este bom material para o Céu, mas uma doença grave ao fim da vida, aceita com submissão e sem reclamar, pode ser uma mina de diamantes enviada para o Céu. Já disse: o tesouro do Coração de Jesus é imenso, é incomensuravelmente amoroso. Basta um minuto de profundo e intenso amor, para conseguir bom material para uma casa inteira.

      Porque não aproveitar este tempinho que falta, esta última hora, para buscar estes tesouros? Já dissemos muitas vezes: o sentimento que temos, é que o Céu parece estar em liquidação! Já não é mais somente quem dá mais que leva ou ganha o Céu. Quem dá menos, também consegue! Quem dá pouco ou quase nada, também vai junto. Vai sim, na carona daqueles que lutam pelo Reino, porque se desencantaram com este mundo. São os que rezam e se sacrificam, mandando assim para o Céu imensas quantidades de material. Como é grande a teimosia dos homens, como é grande a ingratidão deles, para com as “promoções” feitas pelo céu nestes tempos. De fato, a gente sente um quase desespero do Céu, em Deus mesmo, sabendo da proximidade de tantos dilúvios de desgraças que os homens estão atraindo para si. Tudo poderia ser evitado se os homens se convertessem e voltassem seu coração para o Pai. Eis que, rejeitar a Deus e aos seus tesouros desta forma, é como cuspir na Sua Santa Face.

     Há coisas simples para fazer. Por exemplo, divulgar bons livros. Nós temos enviado ultimamente perto de 500 kits com os livros da nossa equipe. Maravilhoso isto sim, mas vejam: Dentre todos estes – não os critico – raríssimos são os que se sentem impulsionados a se tornarem verdadeiros apóstolos das almas, verdadeiros profetas deste tempo de trevas, levando aos seus amigos e seu grupo, grandes quantidades de livros, instando as pessoas a rezar pelas almas, levando muitos à salvação. Eis que o profeta Daniel diz: “Os que tiverem introduzido muitos no caminho da justiça luzirão como as estrelas, com perpétuo resplendor” (Dn 12,3). Não que se faça pelo simples desejo de ser grande – o simples desejo de salvar almas nos torna pequenos – mas sim pelo ardoroso desejo de levar os outros, junto para o Céu, de esclarecer, de abrir os olhos daqueles que andam nas trevas. Eis que agora é tempo de aproveitar: o tesouro é infinito, há sobra para todos!

     Enfim, não se acende uma lâmpada para escondê-la, disse Jesus, mas se deve colocá-la no alto, para que ilumine a muitos. De nada adianta ler um bom livro, crescer muito espiritualmente com ele, se não o levarmos também aos outros que precisam. É também preciso entender que as benditas almas são com certeza as maiores ajudantes que nós poderemos ter. Quem com suas orações e boas obras retira uma alma do purgatório, com certeza arruma um grande ajudante na construção do Céu. E porque não ter milhares de ajudantes, todos com sobras de material – as graças que salvam – para que esta nossa casa seja linda e atraente, maravilhosamente ornada com a graça de Deus?

     Falta pouco, estamos chegando na reta final. É preciso que todos compreendam uma coisa ainda: Independentemente de você construir ou não uma bela casa no céu, é preciso agora adquirir a fortaleza necessária para suportar o grande dilúvio que vem. Nenhuma pessoa da face da terra ficará sem experimentar o peso da mão de Deus. De uma forma ou de outra todos sofrerão, para o bem de todos. A diferença é que aqueles que estiverem bem preparados, suportarão com maior fortaleza as vicissitudes futuras, enquanto aqueles que não se preparam, serão engolidos pelo turbilhão. Acreditem: é tão pavoroso tudo aquilo que a Bíblia nos falta sobre esta grande tribulação (Mt 24) e (Dn 12,1), que todos aqueles que não tiverem um escudo protetor dos anjos e das benditas almas, sucumbirão com toda a certeza. Milhões morrerão de medo!

     Vale a pena, então, se preparar agora. Se você tem um desejo profundo de chegar a ver esta Nova Terra, esta Jerusalém Celeste que nos foi prometida pelo próprio Deus, então trate de encher suas lâmpadas de azeite e não seja uma virgem imprudente. Sua lâmpada maior é a Eucaristia, que estará sempre presente nos últimos acontecimentos. Mantenha-se em permanente estado de graça pela confissão em dia, porque “ninguém sabe nem o dia nem a hora” em que todas estas coisas acontecerão, pois tudo poderá começar a qualquer momento. O Rosário de Maria, rezado em grupo ou em família, é certamente a melhor forma de você construir uma fortaleza ao redor de si e de sua família. No mais, você precisa ainda se exercitar para a partilha. Ou seja, preparar seu coração desde já, para repartir o pouco que nos restar, porque “quem ainda não perdeu, vai perder”. Mas quem partilhar no pouco, não terá falta, nem de alimento nem de água.

     Marque bem estes quatro pontos: Confissão, Eucaristia, Rosário, Partilha! Com eles, você poderá construir uma bela casa no Céu – ainda há tempo – mesmo que comece agora! Sem eles, você não colocará seu pé na Nova Terra. Sem eles, você até pode chegar ao Céu, mas sua casinha será pequena e feita com os restos as sobras dos outros. A messe é grande, mas os operários são poucos (Mt 9,27), mas com alguns bons operários a semear com largueza, Deus colherá com fartura. Quem trabalha para o Reino, não precisa se angustiar com a salvação dos seus: eles estarão entre os que Deus haverá de colher! Reze e confie! Trabalhe para o Reino e reze! O Reino está próximo, quer as pessoas queiram quer não! Os sinais dele estão visíveis como nunca!

Mas que seja TUDO e SEMPRE, por amor a Deus!

Esta matéria foi retirada do site http://www.recados.aarao.nom.br

 

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