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SIMPLESMENTE MARIA!

10/11/2003
      Há muitos dias um só pensamento me ocorre, por diversas vezes ao dia. Meu coração me chama a um pequeno mergulho no coração de Maria, buscando encontrar nele não só o carinho da Mãe Celeste, mas o coração Daquela que me pediu um dia: Deixa o escritório para teus filhos e teus funcionários! Supervisiona-os somente! Isola-te num local melhor e vem trabalhar comigo! Na verdade eu já sentia no coração este desejo, mas como sempre, os apelos do mundo são fortes e agente acaba adiando e adiando a tomada de decisões, mormente aquelas que implicam numa mudança radical de vida. De fato, naquele mesmo momento fiz uma divisória no escritório e enquanto acompanho de longe os trabalhos de meus queridos colaboradores, fico tentando ouvir a voz desta Mãe carinhosa, preocupada, atenta às mínimas necessidades de nosso trabalho e da nossa vida em família.
      Não tenho dúvida alguma em meu coração de que Ela está sempre presente quando escrevo, ou atendo pessoas, ou mesmo quando leio e me informo para meus trabalhos. Sinto um tão poderoso escudo de proteção ao meu redor, que somente se eu fosse muito hipócrita para não creditar esta proteção, ao meu anjo Natanael, aos anjos de Nossa Mãe, que por ordem do Pai estão sempre vigilantes. Não, eu não vejo nada! Não, não recebo mensagens, nem desejo isso! Tento apenas ter o coração aberto ao pulsar do mundo! Tento sentir em meu coração, as mesmas preocupações de Nossa Senhora em relação ao que acontece com seus filhos todos, muitos indo pelo caminho da perdição. Na verdade, se Nossa Senhora não pode mais se angustiar, pois já está na glória, eu sim, me angustio pelo coração dela, a ponto de ficar passado, quando sei de alguém que se perde, ou alguém que vai por um muito mau caminho.
      E é por este sentir e pulsar, que nada me enfastia ou abala. Se abala uma perseguição, uma maldade, uma crítica infundada, uma insinuação maldosa, um ataque velado, isso não passa de alguns breves momentos. De fato, recupero-me tão rapidamente para a alegria, que somente posso creditar tudo isso a um auxílio precioso do céu. Nem mesmo ficar aqui diante deste computador, como hoje, desde a madrugada, é capaz de me cansar ou indispor. Na verdade, são milhares de filhos que esta Mãe amorosa acompanha em todo o mundo, para nos dotar do ímpeto necessário para defender a causa do Reino, de modo que devemos apenas agradecer, nada pedir, nada suplicar, apenas extasiar-nos com a sincronia das coisas de Deus e com a maravilhosa evolução de Seu plano de Amor.
      Esta é seguramente Maria Santíssima, ou simplesmente Maria, ou somente a Mãe, que se desvela em mil carinhos para com nós todos, seus filhos. Noutro dia mesmo, alguém se admirava, do modo como defendo as coisas de Nossa Senhora, e a devoção que aprendi a ter por ela. E meditando nesta colocação, ontem mesmo, enquanto me abismava em meditação, senti que na verdade quanto mais tento me deixar guiar por Ela, de forma alguma eu me aproximo de Maria, como era de supor. Ao contrário, sinto que cada vez mais, quem toma conta de Mim e de meu coração, é o próprio Jesus.
      Quando coloco este exemplo e este sentir pessoal – e se o faço é sem ufanismo – é porque quero partilhá-lo com muitos de nossos leitores que sentem a mesma coisa. Falo do sentimento daqueles que se fazem soldados de Maria, nesta batalha final. Na verdade, é maravilhoso notar, que quanto mais se ama Nossa Senhora, mais este amor é transferido por Ela para o Coração Sagrado de Jesus, seu Filho Divino, que passa a ser o centro de nossas vidas. Sinto que isso nos acontece, não por uma ordem de Jesus, mas sim por um desejo de Maria. De fato, Ela não quer outra coisa, a não ser que seu Filho seja amado e adorado, pois Ele o Redentor, Ele o merecedor maior de todas as nossas atenções. Ele o Rei e centro de nossas vidas. Ela só faz nos conduzir para a verdadeira vida em Deus.
      Esse mesmo sentimento, carinhoso e terno, não é percebido por milhares de pessoas que dizem amar Jesus sem precisar de Maria. Uma coisa que tenho aprendido com Ela, é a sentir os corações das pessoas. Um simples diálogo com algumas delas, uma simples conversa de poucas frases, algumas palavras, até mesmo um singelo abraço, me faz sentir o coração de muitos. O que pude perceber claramente, é que todos aqueles – sem exceção – que dizem que Jesus lhes basta, na verdade não tem Jesus algum. É povo que honra com os lábios e não com o coração. Jesus, sem Maria é frio! Jesus sem Maria, não existe! Jesus sem Maria no mínimo é órfão! Jesus, sem Maria é um Deus distante, pois foi por Maria que Ele recebeu a humanidade, ou seja, esta possibilidade de ver, sentir, tocar, acariciar e se deliciar com os tesouros infinitos que brotam de seu Divino Coração.
      Quem diz que tem Jesus, sem ter Maria, nunca sentiu Jesus, nunca sentiu a ternura de Deus e jamais poderá sentir o pulsar vivo do coração do Pai Eterno. Ninguém pode beber das fontes infinitas do amor de Deus, se não tiver Maria ao lado da fonte da vida, pois é dado a Ele ensinar como fazer. Ninguém que não tenha experimentado a ternura de Maria poderá dizer que já viu o Céu em vida, ou que escutou o pulsar do Eterno, ou que ouviu os coros dos anjos, porque tudo isso passa pelas mãos singelas de Maria. Não, não, não, jamais porque Ela assim queira ou deseje ou imponha, mas sim por disposição do Pai Eterno, que através de Maria, pela humanidade de Jesus, pode também Ele, Se abismar nos afetos de ser Pai! Não Pai distante, mas vivo! Não Pai no Céu, apenas, mas na terra! Não Pai no infinito, mas colado pele a pele, pronto sempre a nos levar nos braços. Como, afinal, fazer sentir-Se um Pai Celeste de verdade, sem ser pela ternura de uma Mãe, Maria?
      Milhares de pessoas no mundo de hoje, infelizmente, ao invés de se aproveitarem dos encantos desta Mãe Maravilhosa, preferem ouvir o silvo da infernal serpente e atacá-la em todos os sentidos. Eu não vou descer ao nível sequer de analisar livros que ataquem aquilo que a Igreja Católica já definiu sobre esta Mulher extraordinária. Penso que quanto mais ouvidos se dá a este tipo de escrito diabólico, mais se dá corda a satanás, pois muitas pessoas infelizmente adoram o escândalo e dão crédito a qualquer farsante. Penso que em nosso trabalho devemos apenas falar bem de Maria, pois isso significa falar do Amor de Jesus. Devemos procurar levar ao leitor o amor de Maria. Devemos procurar explicar o verdadeiro papel desta Mulher predestinada, cujos méritos ultrapassam o entendimento humano, tão próxima está Ela do trono de Deus.
      De fato, do Gênesis ao Apocalipse, o papel de Nossa Senhora, a Mulher, não cabe apenas nas citações que Dela se faz na Bíblia. O problema da pouca menção, do pouco espaço, da aparentemente pouca importância que Lhe é dada, se deve positivamente a dois efeitos. Primeiro não seria próprio da humildade extrema Dela, comparecer em destaques maiores. E para marcar este aspecto singular, Dela diz Javé Todo Poderoso ao castigar a serpente: A Mulher te esmagará a cabeça!(Gn 3,15). Segundo é, foi, e sempre será vontade de Maria o fato de desaparecer, para que Seu Divino Filho apareça! A frase que diz respeito a isso é: Fazei tudo aquilo que Ele vos disser! (Jo 2,5)
      Ora, quem não entende este passo gigante de Maria, não entende nada do mistério Redentor, nem será capaz de perceber a importância decisiva Dela, na história da salvação do homem. De fato, durante mais de 18 séculos Maria apenas “guardava todas as coisas em seu coração”(Lc 2,51). E tanto guardou, e tanto se humilhou, e tanto se fez pequena, que Deus a elevou, e “apareceu um grande sinal no céu: uma Mulher, revestida de sol, a lua debaixo de seus pés e na cabeça um coroa de doze estrelas” (Ap 12,1). Sim, agora não é mais apenas a Mulher do Gênesis, nem simplesmente Maria de Nazaré, ei-lA agora transformada por Deus em Rainha, e Rainha de Império. Rainha que comanda e Rainha que se impõe – humildemente pela graça divina – da qual está repleta. E completando este pensamento, acreditamos que o grande sinal de Maria que apareceu no céu, começou em 1846 com as suas primeiras aparições em La Salette, passando por todas as suas grandes manifestações em toda a terra até hoje, com a finalidade de preparar a humanidade para o retorno glorioso de seu filho JESUS.
      Assim, para os adversários de Maria – os de fora da Igreja – esta Mulher do Apocalipse é uma simples figura de linguagem. Para os que menosprezam Maria – dentro da Igreja – a Mulher é a Igreja. Eles só não conseguem explicar como a Igreja poderia dar a luz a um Filho, destinado a reger todas as nações pagãs com cetro de ferro (12,5), se foi Jesus – Filho desta Mulher – quem fundou a própria Igreja. E só não conseguem explicar, porque simplesmente eles se negam a entender a absoluta “ousadia” do projeto de Deus, o Pai! De fato, para Deus, seria de facilidade extrema o extermínio do dragão das trevas, ele e seu tétrico e repelente exército do mal. Sim, diante de Deus somos pó, criaturas feitas de pó! Mas também os demônios são pó imaterial. São apenas miséria, absoluta e repulsiva. Para Deus bastaria um simples sopro, um apontar de dedos, para fazer o inferno desaparecer inteiro, mesmo que ele se multiplicasse por bilhões de vezes em poder e força.
      Ora, que graça teria todo este processo meticuloso de Deus, se ele terminasse num sopro? Que motivo haveria para tanta disputa pelas almas, se não fosse dada ao inferno a mínima chance, sequer de pensar que pudesse vencer a Deus? Se não fosse dado a Lúcifer poder vislumbrar até mesmo a certeza da vitória final sobre o Criador, tornando-se Ele o Senhor da terra? Está, pois, no fato de minimizar de uma forma tão abissal o seu poder de nefasta criatura, o pavoroso esforço que o inferno despende para subverter o plano divino, e provar que tem poder. Ele sabe, sim, que seria derrotado por um simples sopro de Deus. Ele sabe que, se Deus apenas esquecesse que o inferno existe, ele desapareceria em uma fração de segundos. Tudo isso Lúcifer, a serpente do paraíso, o dragão do Apocalipse, sabe com perfeição e lá no infinito fundo tenebroso de seu coração mau, até aceita. Mas o que o devora, o que o consome, o que o enlouquece plenamente é avistar Maria Santíssima, a Mulher, que por sinal, tem a mesma fisionomia da Eva do paraíso que ele enganou. Isso o põe em pânico. Eis porque a inimizade entre os dois é irreconciliável.
      Não existe coisa mais assombrosa e pavorosa para o inferno que a visão ou ouvir falar de Maria. Cada vez que este nome lhes é lembrado – por exemplo, quando se reza a Ave-Maria – eles são obrigados a lembrar que um dia, serão todos sepultados para sempre nas trevas. Eis que a tarefa de tentar os homens, de sair do inferno em tempos, lhes dá um certo “prazer”, embora tragam sempre seu sofrimento eterno junto. Mas até isso lhes será tirado no dia em que Maria esmagar com seu pezinho a cabeça orgulhosa do príncipe das trevas. O leitor, certamente já observou que todas as imagens de Nossa Senhora são feitas, colocando-a descalça, sendo sempre mostrado o seu pé sob o manto. Esta é a forma exata que Deus quer que a retratemos. Sabem por que motivo isso é feito? Para que, mesmo à vista de uma simples imagem de Maria, tremam de pavor os demônios. Para que eles vejam ali no seu pé, um pequeno e delicado pé feminino, o instrumento com o qual Maria, num amanhã, não muito distante, haverá de esmagar a cabeça do dragão, chefiando as vitoriosas hostes do Céu e da Terra, na última batalha da terra.
      Na terra, quando avistamos uma aranha venenosa, um escorpião negro, muitas vezes nós pisamos sobre eles com grossas botas, para os esmagar contra o solo. Esta atitude até grosseira dos homens, não será repetida por Maria ao esmagar a cabeça do dragão vermelho, com suas sete cabeças e dez chifres (Ap 123). Maria será mais sutil e muito mais eficaz. Será arrasadora a vitória de Deus sobre o inferno. Será avassalador o triunfo de Jesus sobre o mundo! E isso tudo porque a Trindade Santíssima colocou nas mãos de Maria o comando de seus exércitos, não sob a soberania de Deus Pai, não sob o império de Jesus Cristo, não sob o domínio do Espírito Santo, mas sim pela eficácia arrasadora da humildade de Maria. Sob esta humildade sucumbirá o Dragão, mesmo que tenha mil e uma cabeças, não apenas sete. Esta a simplicidade e a ousadia do plano de Deus: deixar nas mãos de uma simples Mulher o encargo de derrotar o mais poderoso exército maldito do universo.
      O triunfo de Maria, não será pessoal, Dela, mas sim será o triunfo de Jesus Eucarístico, Deus entre os homens. Há séculos que o dragão ataca este nosso calcanhar, esta nossa fraqueza, e ao mesmo tempo nossa força suprema. Fraqueza, porque não aprendemos a nos aproveitar dos seus efeitos portentosos. Força, porque ela representa quase inteiramente nosso poder de expiação. As trevas começaram a cair mais fortemente sobre o mundo, na medida em que começaram a diminuir drasticamente as Santas Missas. Na medida em foram se desmontando os sacrários, com a população aumentando, com os adoradores de Jesus diminuindo, foi crescendo a abominação dentro do Templo Santo de Deus e fomos nos enfraquecendo até chegarmos ao quase desastre de hoje.
      Mas vejam, se tudo acabasse agora, a vitória não seria tão arrasadora. Existem ainda muitos comandos nas mãos de Deus, existem ainda muitas cordas a serem dadas ao diabo, para que ele possa ir se armando cada vez mais. O mundo deve caminhar ainda uns dias, uns tempos, uns anos, antes que chegue o auge, o ápice, momento em que o inferno em festa gritar: Vencemos a Deus nosso inimigo! Então acontecerá a grande manifestação do Espírito Santo. E, creiam, acontecerá por intercessão de Maria. Naquele dia de trevas e de escuridão, dia nublado e coberto de nuvens... como nunca houve semelhante desde o princípio(Jl 2,2), se poderá ver um imenso clarão. Então, ouvir-se-á um estrondo poderoso, como o ribombar conjunto de todas as bombas atômicas da terra. E virá então o grande momento de Deus...
      Será, sim, um momento de extremo vigor, mas que deveremos enfrentar sem medo. No Apocalipse está dito que o Dragão “varria com a sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra”(Ap 12,4). Da mesma forma, naquele momento de força do Espírito Santo de Deus, o momento do Aviso predito por Nossa Senhora em Garabandal, num instante Deus arrebatará uma terça parte dos homens da terra e os levará para o céu, tirando-os das garras de satanás. Assim, em apenas alguns minutos! O inferno teme este dia e já desde agora sente o pavor de seus efeitos. Será o primeiro dos golpes magistrais de Deus, que O levarão a salvar a imensa maioria dos homens. E isso nos foi dado por graça conseguida por Maria Santíssima, porque se tal não acontecesse, a maioria destas almas se perderia eternamente.
      Mas não é tudo! Com a iluminação das consciências pelo efeito do Aviso, começará dentro da Igreja um renovamento assombroso. Em primeiro lugar os seus luminares que ainda restarem vivos, terão entendido o projeto de Deus e voltarão à verdade. Também os padres, à medida que forem deixando de estar zonzos do pataço que levarão por não terem acolhido a verdade em tempo, começarão o trabalho da grande evangelização final, voltada para a preparação do povo para a Vinda Gloriosa de Jesus. Voltarão também à unidade as igrejas separadas, ortodoxos, evangélicos e protestantes – não todos – pelo mesmo efeito. E todos voltarão sem qualquer exigência, sem apresentar qualquer chilique, ou exigir coisa alguma em troca. Simplesmente voltarão para a Verdade, que é uma só!
      Tudo isso acontecerá depois que os homens finalmente entenderem o plano de Deus – e entenderá o papel de Maria nele – quando a maioria se submeterá ao Pai. E será neste tempo, dias depois do Aviso, que o Papa João Paulo II voltará ao comando da Igreja, de onde esteve por sete meses afastado, pois terá sido suprimido seu inimigo interior, o falso papa. E terão sumido junto com ele, muitos dos falsos que hoje o apóiam e não se converterem em tempo. Então, rodeado apenas de cardeais e bispos fiéis – a maioria dos maus terá desaparecido ou posto a nu – o Papa poderá livremente agir, para dar arrancada ao renascimento da Igreja. Embora o mundo esteja em frangalhos, com a geografia completamente mudada, mesmo assim esteja onde estiver, o Papa irá direcionar os poucos que sobraram da grande hecatombe do Aviso, para um caminho único.
      E a primeira das suas grandes decisões, será promulgar os dois Dogmas faltantes sobre Nossa Senhora – Medianeira e Co-Redentora que tantas vezes mencionamos – para que se abra definitivamente o canal de graças que levarão ao Grande Milagre final. Esta festa dos Dogmas acontecerá alguns dias antes do Milagre do Calvário, conforme já descrevemos no livro “O Milagre do Fim”, neste site em Livros. João Paulo II será levado ao Calvário, onde Jesus foi crucificado, e conforme as indicações do terceiro segredo de Fátima celebrará ali uma Santa Missa, em comemoração pelo fim da Terceira Guerra mundial. O fim da Guerra acontecerá não por decisão dos homens, mas por força do Aviso, que inviabilizará quase de toda qualquer ação militar. De fato, o mundo estará arrasado e a maioria dos adversários que se digladiava terá desaparecido da face da terra. Só as perseguições aos cristãos continuarão, até que tenha sido eliminado o anticristo.
      Voltamos a insistir em um ponto: conforme dezenas de mensagens ao Cláudio, Nossa Mãe sempre falou que João Paulo II não será assassinado, nem mesmo durante aquela Missa no Calvário. Pedimos ao leitor que quiser bem se inteirar destes assuntos, que leia o livro acima especificado e o ajude a divulgar.(Fone 021-47-356-1154) É importante que todos saibam, para que façamos uma poderosa corrente de orações pelo Papa, afim de que ele consiga ir até o fim na missão que Deus tem para ele. Claro que a Igreja vencerá. Claro que Pedro será também vencedor. Mas o triunfo de Deus virá com o triunfo da Eucaristia, que virá na mesma rota do triunfo o Imaculado Coração de Maria, que virá depois da proclamação dos Dogmas. Tudo isso faz parte de um plano engenhoso, um quebra cabeças genial e incrível do Pai capaz de extasiar a quem o acompanha dia a dia. É maravilhoso servir a Deus!
      Claro que o estertor do inferno será terrível. Obvio que o dragão não entregará fácil as suas presas, nem desistirá da luta até no final. Na verdade, até o Aviso, chegaremos ao pleno desespero, pois sentiremos que Deus parecerá ter nos abandonado. Depois, por um tempo que parecerá ser eterno, a terra estará como que envolta em completa desolação, pois o caos será grande: fome, sede, pestes, calor assombroso, assaltos, mortes, perseguições, tudo isso continuará sendo promovido pelos filhos de satanás ainda vivos e ativos. Mas pelo menos após ele, teremos de volta nosso Pastor maior, iniciando os passos da Nova Igreja, quase que renascida das cinzas da terra. Teremos, então, pelo menos a centelha da esperança novamente acesa, e é ela que nos animará na caminhada até o Grande Milagre do astro. De fato, em toda aterra começará um renovamento espiritual incrível, especialmente com o retorno dos milhares de sacerdotes já glorificados que virão em nosso auxílio.
      Marquem outra coisa: Maria jamais nos abandonará, conforme alguns dizem. O fato de o Apocalipse dizer que “a Mulher fugiu então para o deserto... por 1260 dias” não quer dizer que Nossa Senhora fugirá, deixando seus filhos a mercê do dragão. Ela já explicou a muitos, que o deserto onde ela já está retirada é o coração dos homens, é este mundo distante de Deus e árido como um Saara, onde Ela atua com força crescente, para fazê-los voltar à vida e ao amor de Deus. De fato, Ela disse um dia: que tipo de Comandante seria eu, se justo agora no momento final da luta abandonasse os meus soldados? Eis porque com tanto ardor e amor Ela se manifesta em tantos lugares da terra, trazendo aos filhos a instrução necessária, de modo que somente os corações de pedra não compreenderão a sua mensagem de amor, de conversão e de paz.
      O importante é que entendamos definitivamente uma coisa: A Vitória de Deus sempre virá! Mas se fosse Deus mesmo a estar na frente de tudo, digamos que não haveria graça nenhuma. Diríamos até, não haveria mérito algum, tal a diferença do poder de Deus sobre o maligno. Assim, o grande mérito, o grande esplendor da vitória de Deus, será usar justo confiar o comando da ultima Batalha do Final dos Tempos, ao Seu mais humilde instrumento, simplesmente a Maria! É com Ela, e por Ela, que o Senhor irá estabelecer Seu primado absoluto sobre o coração de todos os homens que restarem vivos. E quando o inferno perceber, que está vazio, pois aqueles que morreram foram em sua mais estupenda maioria acolhidos por Deus, verá sua fragorosa derrota.
      Quanto aos cristãos orgulhosos, aqueles que dizem ter Jesus sem precisar de Maria – a intrometida segundo alguns clérigos – estes que aguardem a confirmação de tudo aquilo que temos tanto falado. Naquele momento do Aviso, milhares deles se arrependerão e muito de não haverem dado crédito às aparições de Maria, de a haverem perseguido, mesmo sufocado muitas destas manifestações da Mãe de Jesus. Ela nunca teve outro objetivo senão alertar ao mundo para o grande Dia do Senhor, o momento da manifestação esplendorosa de seu querido Filho. E verão que a avassaladora maioria dos sofrimentos pelos quais a humanidade passará, poderia ter sido evitado ou amenizado por eles, se ao invés de combater a Mãe, se tivessem feito aliados Dela. E este sofrimento pesará de tal forma sobre os padres, meus caros leitores, que meu coração já agora se compunge por saber o que se passará com eles.
      O grande motivo, a grande necessidade do retorno dos sacerdotes já glorificados à terra, para ajudar na confissão e na catequese do povo que restar, não se deve apenas ao fato de que a maioria absoluta dos sacerdotes atuais estará fora de combate. Grande parte morrerá no próprio Aviso em si. Uma outra parte estará tão transtornada, tão confusa, que não se recuperará a não ser longo tempo depois. Outros ficarão até mesmo bobos da cabeça, e será assim por misericórdia, para evitar que se percam eternamente. De fato, teria sido tão fácil seguir as orientações preciosas de Nossa Senhora. Seria tão fácil ajudá-la na preparação da humanidade para a Vinda de Jesus. Mas, ou por maldade, ou por desleixo, ou por soberba ignorância, até mesmo por medo de errar, eles preferiram se escudar atrás de uma falsa “prudência”, na verdade sinônimo perfeito de covardia espiritual, combatendo Maria.
      Hoje mesmo, caso quisessem ter olhos para ver, muitos sacerdotes perceberiam o que acontece com Maria. Não há um só sacerdote mariano de verdade, que não tenha sua capela cheia de fiéis. Não é ele quem os trás a Jesus, e sim Maria. Da mesma forma acontece com os que dizem ter Jesus: suas capelas estão sempre vazias, seus sermões não convencem, suas pastorais são falhas, seu trabalho não frutifica, enfim, seu ministério pastoral acaba caindo num vazio insuportável. E por sentirem uma certa inveja dos outros, muitas vezes se tornam até adversários dos bons. Isso pode ser observado em todo o país e praticamente não há exceções à esta regra. De fato, é pura teimosia insistir em conduzir uma paróquia sem Maria Santíssima, pelo velho motivo de sempre: É Ela quem está recrutando os filhos para a batalha! Jesus ajuda, sim, e nada deixa faltar a Ela, mas não interfere. Como isso, afinal, Ele cumpre a ordem do Pai, deixando o comando para a Mulher. Enquanto isso Ela com carinho maternal vai reunindo seus “pintinhos” sob seu manto. Simplesmente, esta é Maria!
      Esta é a Mulher sob a qual nos devemos colocar às ordens. Colocar-se ao seu serviço, não é jamais se separar de Jesus, porque o verdadeiro General de batalha é Ele. Imagine um governo, onde exista um presidente, um ministro do exército e um comandante militar. Da mesma forma é a batalha espiritual de hoje: O Presidente é o Pai Eterno! O Ministro da Guerra é Jesus! A Comandante das tropas é Maria. Eis então que a Trindade Santa delegou à sua Comandante quase plena autonomia na luta final. Na verdade Maria conquistou essa tão grande confiança de Deus pelo mérito exclusivo de sua humildade e obediência, justo as armas necessárias para derrotar o príncipe orgulhoso e desobediente.
      Assim, mesmo que queiramos dizer a Jesus: quero ser vosso soldado, Ele pacientemente nos indicará Sua Mãe dizendo “façam o que Ela lhes disser”. Talvez, digo talvez para exemplificar, se Deus Pai fosse Ele próprio executar a sentença contra o dragão e seus sequazes da terra, os fulminaria assim como o fez com Sodoma e Gomorra. Talvez, Jesus, se fosse expulsar os vendilhões da Igreja, aqueles que a traem a partir do interior, pegaria de novo um chicote de cordas. Mas Maria não, ela age maternalmente, e usando de sua onipotência suplicante, vai desfilando o Rosário com seus pequenos filhos. Claro, este é um modo simbólico de falar, pois Jesus não rejeita ninguém, nem o Pai. Mas o próprio Deus nos faz saber que está delegado à Nossa Senhora este poder, pois só assim se cumpre o veredicto do Pai Eterno, passado lá nos primórdios da humanidade: A Mulher te esmagará a cabeça! Ou seja, se fosse Deus a derrotar o dragão, Ele teria mentido lá no início.
      Quanto ao “rio das águas” (Ap 12,15) que o dragão vomitou contra a Mulher, creiam que este rio de podridão ainda continua sendo vomitado contra Nossa Senhora. Trata-se das inúmeras heresias, dos incontáveis ataques que Ela vem sofrendo através dos tempos, pois o Dragão não lhe dá tréguas. Já no início deste texto dissemos que não iríamos mais entrar nesta questão, porque a verdade sobre Maria já está firmada na doutrina da Igreja. O que pedimos são orações, muitas orações, especialmente pelos padres que atacam Maria, que duvidam de sua Conceição Imaculada e dos outros dogmas, e que com isso são causa de confusão na Igreja. Eles precisam de muitas orações.
      Por último, lembramos a necessidade urgente de voltarmos à Oração do Rosário em família. Quando Sua Santidade do Papa João Paulo II estendeu por um ano o Rosário, deu aos homens mais um ano para refletir. Vou ser muito claro e direto: se depois deste ano as famílias não forem encontradas rezando unidas, não tenham dúvida de que Deus soltará as rédeas do inferno. Está, pois, nas mãos dos homens a decisão final. Se eles rejeitarem o Rosário – última taboa de salvação do mundo – terão posto fora sua última chance. Caso Nossa Senhora não chegue todos os dias ao Céu, carregada de Ave-Marias, não tenham dúvida de que o Pai, então, apontará Seu dedo para a terra.
      Enfim, a Bíblia nos congrega para a luta pedindo assim agora: que cada um diga, eu sou soldado! Não precisa ser mocinho, pode ser qualquer um. Esta a grande força do Exército da Celeste Comandante. Servem novos e velhos, casados e solteiros, homens e mulheres, e até mesmo as crianças lactentes para se engajarem na luta. Basta que se reúnam e saibam rezar o Rosário de Maria. Esta é a canção vitoriosa da batalha! Esta é a canção do infinito! Um dia ouviremos todas as bocas da terra louvarem a Mãe de Deus com esta canção sem igual. Neste dia, Jesus voltará à terra e começará aqui Seu Reino de Paz, um Reino que não terá mais fim.
      Então, todos os homens, caminhando, lentos, estarão entoando o mesmo canto, suave canto, doce canto, rezando um só Rosário, desfilado lento, e lá de cima, o Pai do Céu, atento, há de abrir de para a par Seu manto, para acolher-nos, este é o sentimento. Maria de Nazaré, Maria me cativou, fez mais forte a minha fé e por filho me adotou!
     Cantemos este canto todos os dias! E amemos o Rosário e a Eucaristia!

Matéria retirada do site http://www.recados.aarao.nom.br

 

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