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SERVO FIEL

10/11/2003
      Está dito em Mateus 24, 45-47; “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, quem o Senhor constituiu sobre os de sua família, para dar-lhes alimento no momento oportuno? Bem aventurado aquele servo a quem seu Senhor, na sua volta, encontrar procedendo assim! Em verdade Eu vos digo: Ele o estabelecerá sobre todos os seus bens!”.
      Começo este singelo texto, citando este texto de Mateus, para dar uma alavanca de ânimo a muitas pessoas, que dentro de suas famílias lutam desesperadas para levar-lhes esta difícil mensagem do fim dos tempos. É que muitos se sentem sozinhos, pois não conseguem levar seus parentes à conversão, a uma volta para Deus mais efetiva e tendem a desanimar porque acham seu trabalho infrutífero. Quer dizer, não vêem resultado e aparentemente acham que trabalham em vão. Mas vamos analisar algumas coisas, perguntando:
1) Que tal seria se todos se convertessem, de uma hora para outra, assim como num passe de mágica?
2) De quantas pessoas Deus precisa, para levar a humanidade inteira à conversão? Acaso satanás já não se julga vencedor antecipado, pois tudo parece caminhar pra o caos?
3) Quem, acaso, falou que a qualquer um de nós compete a colheita? Porventura toda a colheita não pertence ao Pai e a nós somente o semear?
      Tenho atendido a pessoas de todas as partes do Brasil e percebi que a maioria delas tem a mesma história em comum. Quase todas elas dizem a mesma coisa: em minha família, eu estou sozinho(a). Meus irmãos estão no mau caminho, ou não querem nem saber, outros estão em religiões diferentes e até casos gravíssimos como ligações com espiritismo, macumba e maçonaria. Alguns se revelam extremamente angustiados com esta situação, pois lhes parece que seu trabalho não rende frutos. Há casos de pessoas que trabalham sozinhas não só dentro de suas famílias, mas também de vilas ou bairros inteiros.
      Mas vejam bem o texto de Mateus acima. Acaso não diz: quem é, pois, o servo fiel que o Senhor constituiu dentro de sua família? Vejam o que, cada um deles, á nada mais que este servo fiel, constituído por Deus dentro de sua família, para lhes trazer a semente da salvação. É, pois, antes de tudo, uma glória para cada um, ter sido convocado por Deus para esta tarefa. Segundo, também, uma tremenda responsabilidade, pois se Deus deu a graça, certamente também cobrará frutos. E Ele confia que cada um cumpra seu singelo trabalho junto aos seus parentes, à sua família, para que a Sua colheita seja farta e abundante.
      Agora responderemos as perguntas acima.
1) Se todos se convertessem, de uma hora para outra, assim como num passe de mágica, que graça haveria? Que mérito haveria? É, pois, da dificuldade, da persistência, da luta, enfim, da fé confiante da pessoa, que brotam os méritos e também as graças.
2) Deus, de fato, não precisa de muitos para levar a salvação da maioria absoluta dos homens. Ele não precisaria, afinal, de nenhum de nós, mas quer, pela Sua exclusiva vontade e bondade, “precisar” destes apóstolos, a quem ele concedeu tal graça. Enfim, o poder de Deus é tão imenso e tão incontestável, que mesmo com estes poucos “servos fiéis” haverá de impingir em nosso inimigo, uma derrota incontestável.
3) Assim, muitos julgam que devem obter os méritos de seu trabalho. Devem ver frutificar imediatamente seus esforços, entretanto as coisas não acontecem bem assim. Primeiro porque cada um tem o momento certo da conversão e do chamado. Sim, porque às vezes, se a conversão viesse de imediato, mais adiante, a qualquer revés ou dificuldade maior ela poderia cair fundo para não se levantar mais. Depois é preciso sempre ter em mente que apenas ao Senhor compete a colheita. E Ela a saberá fazer abundante, no momento certo.
      Assim, cada família tem o seu “servo fiel”, que nestes “tempos do fim, é suscitado por Deus, para levar a todos o alimento da mensagem divina. Eis que é, pois, agora, o momento certo de Deus. É agora que estes apóstolos – poucos, aliás – devem mais ainda dispender esforços, no sentido de levar avante o trabalho que Deus lhes confiou. E cada um deve ter em mente, não o sentimento de abandono ou desânimo, mas a dimensão da graça recebida, pois Deus poderia ter dado tal benefício a qualquer outra pessoa. Deve, enfim, saber que o Pai cobrará também, e caro, no caso de a pessoa não ter correspondido ao chamado divino”.
      Por isso, ao invés de desânimo, devemos repartir alegria. Ao invés de abandono, devemos nos imbuir de mais força ainda. Porque o tempo está breve. O Senhor não tarda a chegar. Ele voltará num momento em que menos o esperam! E quando Ele voltar, deverá então dar um prêmio especial a todos aqueles que de fato se fizeram servos fiéis, dentro de suas famílias, dando-lhes o alimento necessário neste grande momento da história da humanidade. Como diz o Senhor: ele o estabelecerá sobre todos os seus bens!
      Não se preocupe, pois, em fazer a colheita. Isto é, mesmo que lhe pareça que seu trabalho não rende os devidos frutos, mesmo assim continue semeando. Entenda primeiramente que apenas ao Pai compete a colheita. Depois, é preciso saber que cada um terá seu tempo de conversão, pois, se convertidos antes do tempo, poderiam cair mais tarde e se perder. Só Deus conhece o momento certo de chamar a cada um através de Sua graça. Só o Espírito Santo para acender a lâmpada de cada um no momento certo, afim de que ela não queime o seu azeite totalmente, antes que o noivo chegue. Assim, poderia encontra-lo num tempo de escuridão interior. Mas, Deus que é perfeito, sempre sabe o momento certo de cada um.
      Então, ao invés de se preocupar, agradeça a Deus de o haver escolhido. E se esforce para cumprir fielmente a sua missão. Lembre-se, você é uma pessoa escolhida por Deus!

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Matéria retirada do site http://www.recados.aarao.nom.br

 

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