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O CALVÁRIO DA IGREJA

10/11/2003
      Está dito na Bíblia: o discípulo não é maior que o mestre. E se o discípulo não é maior que o mestre, também a Igreja Católica, fundada pelo Mestre Divino sob Pedro, não é maior que seu fundador e Senhor, Jesus Cristo. E se este mesmo Senhor, deu a vida pela sua Igreja, também esta Igreja, deve dar a sua vida pelo seu rebanho. E assim, se o Senhor Jesus derramou Seu Sangue precioso para lavá-la e purifica-la, também a Igreja terá de derramar o seu sangue mártir, a fim de ser provada e purificada (Zc 13), e ser achada digna do seu Senhor que vem!
      Sim, ela é fundada sob a rocha de Pedro em Jesus Cristo e conforme a promessa do Divino Senhor, “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(Mt 16,18). Entretanto, como o Mestre Divino teve um nascimento, vida, paixão morte e ressurreição – simbiose perfeita – também a Igreja Católica, uma e santa, terá que caminhar todos estes passos, afim de – como o Senhor – ressurgir gloriosa – Jerusalém Celeste - no Novo Reino, que nos é prometido desde os remotos tempos.
      Não vamos aqui, retornar ao fundo dos tempos passados, nem remexer nas entranhas dos tempos idos, para estudar a vida desta mesma Igreja. Milhões de livros não seriam suficientes para retrata-la. Vamos considerar apenas que ela existe, que foi a única fundada por Jesus e que, embora todos os “ventos e tempestades”, chegou ao início do terceiro milênio, viva e forte. Que, embora toda a perseguição dos infernos em fúria não pode ser derrubada, porque a rocha do Senhor sobre a qual SÓ ELA está fundamentada, é rocha inabalável e a Palavra Dele é Eterna e diz: não prevalecerá! E isso nos basta!
      O que nos importa constatar agora, é que chegamos ao momento do Calvário da Igreja. Todos aqueles que, guiados pelo Divino Espírito, permanecem atentos aos sinais dos tempos, percebem que chegamos aos tempos difíceis da subida final. Estamos ao pé da Montanha do sacrifício. Agora mesmo no Getsemani, o Papa João Paulo II, sua sangue, pela dor que sente ao saber das atitudes de certos sacerdotes e bispos. Ele representa a Igreja, atacada de todos os lados, cheias de Judas em seu interior, eis que agora a vemos também açoitada, escarrada e cuspida pela mídia diabólica, ébria de sangue, e sendo apresentada diante do povo insano que grita: Crucifica-a! Crucifica-a! Ou seja, é condenada injustamente, no lugar daqueles que cometeram os crimes, assim como Jesus foi condenado injustamente, pelas nossas faltas. Tudo bate perfeitamente.
      E podemos assim, como na Via Crucis do Senhor, estabelecer as primeiras estações do sofrimento final, da purificação extrema da Igreja Católica. Acompanhemos estes passos:
      Primeira Estação, Jesus é condenado a morte! Dia 11 de abril de 2002, nos altos tribunais dos Estados Unidos da América, a Igreja é condenada injustamente. Naquele dia - saberemos isso no futuro - em reunião havida às 16:00 horas, o “grande júri” decidiu condenar a Igreja pelas ações diabólicas de alguns de seus padres, especialmente nas dioceses de Boston e de Nova York, envolvidos em casos de pedofilia e homossexualismo. A decisão de atacar a Igreja em todo o mundo partiu das mais altas cúpulas da besta e foi confirmada por outra reunião, ocorrida exatamente duas horas após, quando o adversário “o ímpio” o “iníquo”, aquele “que se levanta contra tudo que é divino e sagrado”(IITes 2,4) obteve o beijo traidor de algum Judas, destes que está dentro da Igreja, mas nunca pertenceu a ela, mas a satanás!
      Estas revelações, passadas por Jesus e Maria ao confidente Cláudio Heckert, trazem alguns textos da mais angustiante constatação. Elas prenunciam que logo, logo estaremos a chegar na segunda estação, na terceira, enfim, até completar todo o calvário. Angustiados, com uma rapidez que espanta, vemos que estão sendo estabelecidos em todo mundo, os pressupostos básicos, e estão sendo progressivamente quebradas todas as resistências – inclusive do povo que se diz católico – no sentido de aceitar a tese maligna do afastamento do Papa, sob a mentira de escandalosos motivos. Eles associam a doença do Mal de Parkinson, a uma pretensa senilidade mental, o que é mentira! E os seus inimigos aproveitam a situação para exigir um “papa mais novo”, “mais moderno”, “mais de acordo com os novos tempos”. E o povo cristão, desatento a estas manobras, aceita tudo e cala.
      Através dos anos de seu pontificado, este grande Papa, com uma coragem e energia inaudita, já deu inúmeras respostas aos fariseus que o cercam, respostas estas cheias do Espírito Santo, que tem exasperado aos seus detratores. Notadamente após a tentativa frustrada de assassinato, quando ele foi baleado na Praça São Pedro, mais pelo efeito catastrófico dos tiros e das operações a que ele se submeteu, vimos que seu organismo férreo, de fato foi profundamente abalado. Entretanto, nada, jamais, nenhum dos efeitos físicos negativos – há que se rechaçar veementemente qualquer afirmativa em contrário – foi capaz de abalar sequer um só milímetro da sua força espiritual, nem mesmo o seu perfeito equilíbrio mental. A crescente profundidade de suas cartas bem o atesta isso.
      Se hoje, aparentemente, João Paulo II aparece alquebrado e no fim dos seus dias, é apenas porque Deus assim o faz mostrar. Não tenham dúvidas de que esta é a corda que Deus estende, exatamente para enforcar os adversários - pois é preciso que todas as letras da escritura se cumpram. Eis que se ele fosse mostrado como forte e bem saudável, a campanha orquestrada para o retira-lo do poder a força não teria sucesso. Veja que o próprio Jesus, depois dos açoites e das injúrias a que foi submetido, também não devia aparentar capacidade de levar sua enorme Cruz até o topo do Calvário. E não é diferente agora com João Paulo II, pois mal ele deixe o Vaticano, novamente o Espírito Santo lhe infundirá a força necessária para cumprir sua jornada de fuga pelo mundo, sempre acossado pela besta assassina. Ele estará protegido, e voltará incólume e forte para um novo período frente à Igreja, que então “ressuscitará” assim como Jesus.
      Entre as respostas, pois, que têm exasperado a todos aqueles que o querem ver pelas costas, poderemos citar as seguintes: quando o acusaram de ter a mão esquerda tremula, em virtude do mal de Parkinson, ele respondeu: mas o Papa não assina os papéis com a mão esquerda e sim com a direita! Quando maldosamente o fizeram ciente de que seus pés fraquejavam, em especial seu joelho direito, em virtude das dores da artrose, ele pacificamente respondeu: é, mas o Papa não dirige a Igreja com os pés e sim com a cabeça! Agora, mais recentemente, quando o fazem saber que está na hora de abdicar do comando da Igreja, ele responde do alto de sua fiel e santa teimosia: não vou descer do trono, porque Jesus também não desceu da Cruz! Enfim, na semana que passou, ele disse a um cardeal alemão em visita “ad limina”, dando sua última estocada: ficarei no meu cargo, até que a morte nos separe! Claro, ele não se refere à morte física e sim à morte espiritual.
      Deste modo, estas exasperantes respostas dele – assim como eram as de Jesus para os fariseus antigos - têm acentuado cada vez mais o ódio de alguns cardeais, que descaradamente já disputam o poder dentro da Igreja. Eles tripudiam sobre o legado deste Papa com uma desenvoltura horripilante. Seguidamente lhe apresentam propostas neste sentido, lhe apontam “sutilmente” certos cânones que prevêem a renuncia de um Papa, tudo muito em surdina para não despertar suspeita. Por isso, eu diria sem medo: qualquer cardeal, de qualquer lugar do mundo, que tenha o seu nome indicado, ou “cotado” para ser Papa, que não venha a público de imediato – e veementemente – repelir qualquer iniciativa neste sentido, comete um crime de alta traição contra sua Igreja, notadamente quando o Papa ainda esteja vivo, como é o caso presente. Eles deveriam ter um mínimo de vergonha!
      Alguns deles, entretanto, tal como os fariseus dos tempos antigos, por diversas vezes haviam pretendido matar Jesus, mas não o fizeram por medo de serem apedrejados pelo povo. Agora também estes verdadeiros adversários da Igreja, mais do que encalacrados nos podres escaninhos do poder no Vaticano, como uma praga malfazeja, temem igualmente que o povo se revolte contra eles e os “apedreje”, caso descubra que o forçaram a deixar a cadeira de Pedro, ou que o expulsaram de lá. Pois assim como antigamente o povo amava a Jesus, hoje também o povo católico ama seu querido Pastor maior, João Paulo II.
      Infelizmente, a pertinácia com que atacam a Igreja, não os faz desistir. Já há tempos, o Papa João Paulo II, lhes disse ao ser questionado que deveria sair: mas para quem é que devo entregar o poder? Ou seja: quem são eles para me tirar daqui? Isso quase equivale ao grito de São Miguel, “quem é como Deus”, quando houve a revolta dos anjos. Verdade é que, mesmo que o Papa abdique do cargo temporal que ele exerce, de chefe de Estado do Vaticano, ele jamais irá abdicar por livre vontade do cargo de guia espiritual e Pastor da Igreja Católica, pois antes de tudo ele sabe que este cargo não lhe pertence, mas sim ao Divino Espírito Santo.
      Deste modo, só uma coisa muito grave que esteja preste a acontecer no Vaticano, tipo uma ameaça concreta de morte, ou algum ato que irrite profundamente a seus adversários, tipo a promulgação “ex –cátedra” dos dois dogmas faltantes de Maria - o da Mediação e o da Corredenção - o fará fugir de lá às pressas. Entretanto, isso só acontecerá no momento de Deus, ou seja, no momento em que Nossa Senhora ou algum anjo lhe disser que chegou a hora de a Igreja tomar sua cruz, rumo ao martírio. Que chegou a hora da subida final do Calvário!
      Vejam, hoje – todos podem observar - a Igreja está sendo posta a nu diante dos tribunais do mundo. De todas as partes se levantam vozes acusadoras, todas orquestradas pela mídia furiosa, nas mãos de satanás, ébria de sangue dos santos, que na verdade quer e exige o sangue da Igreja. Exigem sua morte! Não há mais jornal nem jornaleco, não há mais revista nem pasquim nojento, que não esteja contaminado de denuncias sobre padres e bispos pedófilos ou homossexuais, como se eles só existissem dentro da Igreja. E perguntamos: quantos são os desta mídia, que cometem os mesmos crimes que condenam?
      Não negamos, de modo algum a existência destes casos escabrosos, nem somos a favor deles, como a Igreja nunca o foi. Não negamos, de forma alguma, que eles se tornam ainda mais escabrosos, porque partem justamente daqueles que deviam zelar pela conduta moral do povo de Deus. Também não negamos que houve negligência por parte de certos bispos e cardeais, que deixaram as coisas atingir este ponto. Entretanto, temos que considerar algumas coisas – a bem da verdade – que ao sabor nefasto das emoções não tem sido dada a devida atenção.
      A primeira delas, é que estas coisas acontecem dentro de todas as outras dnominações religiosas, e de todas as camadas sociais e categorias profissionais. Não está acaso ai o exemplo do pediatra de São Paulo tomando conta das manchetes? A segunda é que a Igreja em si, jamais foi conivente com tais atitudes, pois seus cânones estabelecem tal conduta, primeiro como pecado mortal e depois como crime, punível na forma da lei. Que disse o Papa aos cardeais americanos? Tolerância zero, com todos estes padres! Alias, esta resposta do Papa João Paulo II, e a sua fulminante atitude - de convocação dos cardeais- pegou de tal forma de surpresa os adversários da Igreja, que realmente foi capaz de por um freio aos ataques a ela em todo o mundo.
      Explicando melhor, jamais partiu do Papa a idéia de evitar a punição de membros do clero, culpados de crimes pela justiça comum. Jamais foi disposição dele tentar fazer calar a boca dos prejudicados à custa de indenizações monstruosas. Isso só fez dar mais força ainda aos culpados, além de dilapidar o patrimônio da Igreja. Terceira - não há dúvida - todas estas coisas são reveladas, porque interessa a satanás a derrubada da Igreja – seu alvo maior – pois é ele quem rege a orquestra da mídia que faz este estardalhaço do inferno.
      Eis que, por outro lado, sabemos que a Igreja deve passar por este Calvário final. E não há dúvida que chegamos aos pés do Gólgota, pois como Igreja, devemos subir também a Montanha do sacrifício, já que “o discípulo não é maior que o mestre”. Na verdade, nada mais podemos fazer do que rezar. Hoje, as forças do inferno estão de tal forma fortalecidas pela evidência dos fatos, e de tal modo entrincheiradas em todos os setores, que o povo cristão está encurralado. De um modo aparente, parecemos perdidos. Mas, por outro lado, sabemos que é da fraqueza que o Senhor retira a força. É da luta aparentemente perdida, que Ele faz surgir a vitória.
      O Calvário do Senhor durou sete horas! O calvário da Igreja durará sete meses! Já nos seus postos estão os Judas, os Pilatos, os fariseus, os Anás e os Caifás! Já a plebe está sendo incitada a se voltar e a condenar a Igreja. Sim, Judas, o grande artífice da traição, um falso apóstolo, que dia 11 de Abril deve ter dado na Igreja o seu beijo traidor – sinto isso! Sim, os Pilatos, estes altos purpurados de Roma – aparentemente “bons”- que “lavaram as mãos” quanto o martírio da Igreja. Estão ai os fariseus, os hipócritas, os cristãos fedidos, mornos, tíbios, cujas atitudes abrem caminho para o Calvário. Sim, existem e são muitos os Anás e os Caifás, adeptos de Judas, todos os que condenam a Igreja e que combatem João Paulo II do alto de seus barretes. Enfim, a plebe estulta, massa de manobra, como sempre, já está pronta para o grito de morte: Crucifica-a! Crucifica-a!
      Os bastidores estão quase prontos. Faltam apenas os detalhes, todos voltados a esconder do povo de Deus a verdade. E a verdade é que João Paulo II está lúcido o suficiente para conduzir a Igreja, que, ademais, tem regras sólidas que permitem a continuidade do governo de uma papa, embora sua pouca saúde, pois seu cargo é vitalício! Isso é, enquanto o papa está vivo, não se fala em sucessão! E quem fala em sucessão enquanto um papa está vivo, é nada mais que um abutre, que do alto de um toco espreita um ser ainda não morreu.
      Quantos ainda, dentre os altos dignitários da Igreja há, que a defendem com pertinácia e arrojo? Quantos ainda, sem segundas ou falsas intenções, se colocam como escudos diante dos que atiram seus dardos envenenados contra João Paulo II e contra a nossa querida Igreja? Bem dizia deles o profeta Isaías: “Meus guardas estão todos cegos e não vêem mais nada; são cães mudos incapazes de latir, sonham estirados, gostam de cochilar; são cães vorazes e insaciáveis, são pastores que nada observam, cada qual segue o se caminho em busca do seu interesse” (56,10-11). Acaso não está ai um retrato pavoroso deste momento crucial da Igreja? Guardas cegos, muitos incapazes já de discernir a verdade; cães mudos, quando vêem os erros calam-se acovardados e também diante da escalada de ataques; sonham estirados, cada um esperando que a tormenta passe e não tenham que se envolver; assim buscam apenas seu próprio interesse e não o da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
      Em vista destas coisas todas, prepare-se, pois, para as estações seguintes. Até agora, já houve o beijo do traidor! Já a Igreja está feita prisioneira nas mãos dos maus, que decidiram condena-la! Já ela está sento flagelada por esta mídia infernal e pelos azorragues dos falsos testemunhos contra padres. Ela foi injustamente condenada pela besta, que decidiu penaliza-la na pessoa de João Paulo II, ao invés dos sacerdotes criminosos que a sujaram com suas atitudes. Já, enfim, a turba esta sendo incitada pela mídia feroz – diante do Grande Júri da besta - a pedir que a Igreja seja crucificada. Tudo está pronto então!
      Agora virá, o próximo passo, segunda estação, será faze-la tomar a cruz e subir seu Calvário. Cruz que consiste em ser o opróbrio das gentes. Este sinal será dado quando João Paulo II deixar o poder no Vaticano. E durante sete meses ele estará fora do comando da Igreja, viajando escondido por diferentes países, sujeitando-se ainda a maiores maus tratos, até que o falso seja trucidado – morrerás como um decapitado no coração do mar (Ez 28,8), ou seja em Roma - e abra caminho para o seu retorno.
      Depois, terceira estação, a Igreja cairá por terra, quando sua Doutrina e sua Tradição Sagrada for calcada pelos pés do falso profeta, ou seja, o falso Papa, “que se levantará contra tudo aquilo que é divino e Sagrado”(II Tes), o qual não será eleito “por obra do Espírito Santo”, mas simplesmente indicado, pois este acordo já está feito antecipadamente.
      Sim, Maria, a Mãe da Igreja, estará presente mais uma vez nesta via dolorosa. Nesta quarta estação ela estará junto com a Igreja, protegendo seu filho João Paulo II – e o fará isso de forma visível aos fiéis seguidores e defensores do Papa - enquanto ele – embora sua idade avançada – for sendo obrigado a fugir de lugar em lugar, por diversos países do mundo, para não ser morto ali mesmo pela besta sanguinária.
      Sim, quinta estação, haverão muitos Cirineus que ajudarão a Igreja a levar esta Cruz, em especial os mártires de sangue, estes “que lavaram suas vestes no Sangue do Cordeiro” (Ap 14,4), prontos para completar com suas vidas, o pouco que falta para a redenção plena. Em todo o mundo eles darão testemunho da fé e pela fé haverão de morrer, pois é preciso que se complete o numero das testemunhas de Cristo.(Ap 14,13)
      Sim, sexta estação, também haverão Verônicas para enxugar a face ensangüentada da Igreja, nos momentos em que ela não puder mais ver nada a frente, fruto dos escarros dos inimigos e das injurias e infâmias dos adversários e da mídia asquerosa.
      Sim, sétima estação, haverão fatalmente sucessivas quedas, a medida em que forem tombando um a um nossos preciosos dogmas, sob o chicote do falso profeta e sua herética doutrina modernista. Eis que o seu “novo catecismo”, já está impresso e contém infindas e abomináveis heresias, para ser rapidamente implementado e forçado em todo o mundo.
      Sim, oitava estação, haverão mulheres a prantear a morte de sua querida Igreja, aquela maravilhosa Igreja da oração, dos sacramentos, da Missa e da adoração. Estas serão aquelas que jamais abandonarão os seus terços e com eles irão aplacando a ira fulminante de Deus. Então as Ave Marias, brotadas do fundo das almas, serão as gotas de lágrimas que elas chorarão para salvar seus filhos e filhas e manter viva a chama da Igreja.
      Sim, nona estação, nova queda, novo tropeço, eis ai a Igreja sem oração, sem sacramentos como fontes de graças e sem a confissão que restaura e nos aproxima novamente de Deus. Eis a simbologia diabólica da confraternização festiva entre irmãos, ao invés da busca do contato íntimo com Deus. Eis ai a teatralidade das cerimônias vazias de Deus. Eis ai a Igreja invadida por atabaques e zabumbas, ao invés de cítaras e liras.
      Sim, décima estação, a Igreja despida da Tradição elaborada ao sabor dos milênios e inspirada pelo Divino Espírito. Nua diante do povo estará uma igreja despida dos mistérios, não necessitada do exercício da fé e capaz de negar os milagres que enlevam. Eis ai a igreja nua e vazia do conteúdo divino. Ei-la feita uma sacrílega entidade, Aquela que o Senhor deu Sua Vida para torna-la santa e irrepreensível.
      Sim, décima primeira estação, eis os cravos que pregarão a Igreja no madeiro: 1) A ausência da veneração a Maria Santíssima; 2) A negação do culto aos santos; 3) Eliminação completa dos objetos do culto, das imagens e dos sacramentais com todos os seus efeitos benéficos, pois o falso “se levantará contra tudo aquilo que é divino e sagrado e contra todos os objetos de culto”.
      Sim, décima segunda estação, enfim a “abominação desoladora” (Dn 12,11), última estocada, o ferro da lança: a negação do Sacrifício da Cruz! Fim da Santa Missa! Fim da Sagrada Eucaristia! Espécies Sagradas no lixo, nas latrinas, espalhadas pelo chão e pisoteadas! Eis ai o Sacrifício Eterno transformado num banquete festivo, e eis um povo de demônios dançando em frente aos sacrários vazios. Sem Cristo na Eucaristia, a Igreja está morta! Eis que neste momento ela bebe o fel e o vinagre dos algozes até a última gota, pois ainda não terminou! E dizemos: ai daquelas localidades que expulsarem Jesus Eucarístico!
      Sim, décima terceira estação, a Igreja desce da Cruz! Maria Santíssima – novamente a Mãe de Deus e Mãe da Igreja - a acolhe em seus braços e a entrega ao Pai. Desolação entre o povo santo. Angustia entre os que amavam tanto a sua Igreja. Choro, pranto, lágrimas! Que mais se pode fazer? Enterra-la? Ou tirar da nossa angustia e de nossa fraqueza a força para aumentar ainda mais nossas preces e suplicar com todas as forças do nosso coração: “até quando, Senhor... ficarás sem fazer justiça e vingar nosso sangue contra os habitantes da terra” (Ap 6,10)?
      Sim, décima quarta estação, o sepulcro. O “fim” da Igreja! Eis a besta selando a “morte” de Deus! Eis satanás sentado no trono de milhares de corações. Porque foi dado sim “a fera e ao falso profeta, fazer guerra aos santos e os vencer” por um tempo. Eis ai os adversários “trocando presentes entre si” (Ap 11,10). Eles “pensam” ter vencido!
      Sim, última estação, um minuto apenas no tempo do homem. Um milionésimo no tempo de Deus. Eis que “um sopro de vida, vindo de Deus, os penetrou” (Ap 11,11) e a Igreja se põe de pé! João Paulo II retorna ao comando dela pelas mãos dos bons cardeais e dos cardeais convertidos no último instante. “E grande terror caiu sobre aqueles que a viam”. “O império de nosso Senhor estabeleceu-se sobre o mundo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos”. “E houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva” (Ap 11,19).
      Não, “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, eis a regra infinita. Rujam, pois, todos os infernos em fúria! Bradem, pois, todos os adversários da Igreja! Cuspa nela a mídia abjeta a serviço do inferno, até esgotar sua baba. Que se inflamem enfim todos os adeptos de satanás, mas seu tempo é curto e sua vitória será “de Piro”. Nem dará tempo para congratulações, pois a intervenção divina será imediata, e fulminante, tal que fará a todos eles mudar seus diabólicos sorrisos em esgares de ódio. Tudo acontecerá numa fração de segundo, exatamente quando eles derem seu primeiro grito de vitória.
      O calvário de Cristo, não terminou na Sua Morte de Cruz, mas sim na Ressurreição! E com a igreja não será diferente. Ela cumprirá todos os passos de Cristo e terminará também no seu ressurgimento glorioso agora transformada na “Jerusalém Celeste, morada de Deus entre os homens”. Pois forte é o Deus que a criou! Vitorioso é o Filho que a resgatou com Seu Sangue! Santo é o Espírito que a santifica! Uno é o Deus que a criou única. E forte, vitoriosa, santa e una será a Nova Igreja. Ei-la tornada Santa, pois serão santos todos os seus filhos, e terão sucumbido todos os seus adversários e algozes. O “lago de fogo e enxofre” é o destino de todos aqueles que persistirem até o fim “em seus propósitos insanos”. E nunca mais se ouvirá falar daqueles que a tiranizaram!
      Acompanhe os passos desta Via Sacra da Igreja e reze por ela. Você verá que nestes termos ela será levada a cabo, passo a passo. Mas não se apavore! Não tenha medo! Apenas reze e confie! João Paulo II vencerá, com a Igreja!
     Porque Maria vencerá, com Jesus!Juntos com Jesus e Maria! Carinhosamente,

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