Bom Dia! Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018.
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Rito da Palavra
Rito Sacramental
Ritos Finais

RITO DA PALAVRA

     O Rito da Palavra é a segunda parte da missa, e também a segunda mais importante, ficando atrás somente do Rito Sacramental, que é o auge de toda celebração.

     Iniciamos esta parte sentados, numa posição cômoda que facilita a instrução.

     Normalmente são feitas três leituras extraídas da Bíblia: em geral um texto do Antigo Testamento, um texto epistolar do Novo Testamento e um texto do Evangelho de Jesus Cristo, respectivamente. Isto, porém, não significa que será sempre assim; às vezes a 1ª leitura cede espaço para um outro texto do Novo Testamento, como o Apocalipse, e a 2ª leitura, para um texto extraído dos Atos dos Apóstolos; é raro acontecer, mas acontece... Fixo mesmo, apenas o Evangelho, que será extraído do livro de Mateus, Marcos, Lucas ou João.

     Em algumas celebrações, temos apenas duas leituras (durante a semana), noutras chegamos a ter onze leituras (vigília pascal)!!

     Analisemos melhor o Rito da Palavra:

COMENTÁRIO À PRIMEIRA LEITURA

     O comentário à primeira leitura tem como objetivo fazer uma breve introdução ao texto bíblico que será lido a seguir pelo leitor. Chama a atenção para algum ponto que será abordado na leitura.

     O comentário, como é possível de se deduzir, é feito pelo mesmo comentarista que deu início à celebração.

PRIMEIRA LEITURA

     Como já dissemos, a primeira leitura costuma a ser extraída do Antigo Testamento.

     Isto é feito para demonstrar que já o Antigo Testamento previa a vinda de Jesus e que Ele mesmo o cumpriu (cf. Mt 5,17). De fato, não poucas vezes os evangelistas citam passagens do Antigo Testamento, principalmente dos profetas, provando que Jesus era o Messias que estava para vir.

     A importância de lermos o Antigo Testamento - que muitos declaram estar definitivamente suplantado pelo Novo Testamento -, como afirma o pe. Luiz Cechinatto, em sua obra "A Missa Parte por Parte", está no fato de que "precisamos conhecê-lo para entender a história de nossa Salvação e vermos o longo caminho andado até a chegada do Messias. Aquele passado distante faz parte do processo amoroso de Deus, que quis caminhar conosco falando a nossa linguagem".

     O leitor, então, começa a ler o texto e, ao concluir, diz: "Palavra do Senhor" e a comunidade responde com fé: "Graças a Deus!.

     O leitor deve ler o texto com calma e de forma clara. Por esse motivo, não é recomendável escolher os leitores poucos instantes antes do início da missa, principalmente pessoas que não têm o costume de freqüentar aquela comunidade. Quando isso acontece e o "leitor", na hora da leitura, começa a gaguejar, a cometer erros de leitura e de português, podemos ter a certeza de que, quando ele disser: "Palavra do Senhor", a resposta da comunidade, "Graças a Deus", não se referirá aos frutos rendidos pela leitura mas sim pelo alívio do término de tamanha catástrofe!

     Ora, se a fé vem pelo ouvido, como declara o Apóstolo, certamente o leitor deve ser uma pessoa preparada para exercer esse ministério; assim, é interessante que a Equipe de Celebração seja formada, também, por leitores "profissionais", ou seja, especial e previamente selecionados.

SALMO RESPONSORIAL / CANTO DE MEDITAÇÃO

     O Salmo Responsorial também é retirado da Bíblia, quase sempre (em 99% dos casos) do livro dos Salmos. Muitas comunidades recitam-no, mas o correto mesmo é cantá-lo... Por isso uma ou outra comunidade possui, além do cantor, um salmista, já que muitas vezes o salmo exige uma certa criatividade e espontaneidade, uma vez que as traduções do hebraico (ou grego) para o português nem sempre conseguem manter a métrica ou a beleza do original.

     Assim, quando cantado, acaba lembrando um pouco o canto gregoriano e, em virtude da dificuldade que exige para sua execução, acaba sendo simplesmente - como já dissemos - recitado (perdendo mais ainda sua beleza) ou substituído pelo chamado Canto de Meditação.

     O Canto de Meditação, como o próprio nome já diz, tem como função ajudar a comunidade rezar e meditar sobre a Palavra de Deus que está sendo lida. Esse tipo de substituição é válido quando a mensagem desse canto tem ligação com o "tema" da missa, fato que é difícil de acontecer se comparado com a diversidade de temas proporcionado pelos Salmos.

     Seja usando o Salmo cantado ou recitado, ou, ao invés, o Canto de Meditação, deve toda a Assembléia cantar ou repetir o refrão.

COMENTÁRIO À SEGUNDA LEITURA

     Tem o mesmo objetivo da primeira leitura, só que fazendo menção ao texto que será lido em seguida, isto é, na segunda leitura.

SEGUNDA LEITURA

     Da mesma forma como a primeira leitura tem como costume usar textos do Antigo Testamento, a segunda leitura tem como característica extrair textos do Novo Testamento, das cartas escritas pelos apóstolos (Paulo, Tiago, Pedro, João e Judas), mais notadamente as escritas por São Paulo.

     Esta leitura tem, portanto, como objetivo, demonstrar o vivo ensinamento dos Apóstolos dirigido às comunidades cristãs.

     A segunda leitura deve ser encerrada de modo idêntico ao da primeira leitura, com o leitor exclamando: "Palavra do Senhor!" e a comunidade respondendo com: "Graças a Deus!".

COMENTÁRIO AO EVANGELHO

     Assim como os anteriores, este comentário chama à atenção para algum ensinamento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

     Feito o comentário ao Evangelho, o cantor convida a assembléia a se por de pé, para aclamar as palavras de Jesus.

     O Canto de Aclamação tem como característica distintiva a palavra "Aleluia", um termo hebraico que significa "louvai o Senhor". Na verdade, estamos felizes em poder ouvir as palavras de Jesus e estamos saudando-O como fizeram as multidões quando Ele adentrou Jerusalém no domingo de Ramos.

     Percebemos, assim, que o Canto de Aclamação, da mesma forma que o Hino de Louvor, não pode ser cantado sem alegria, sem vida. Seria como se não confiássemos Naquele que dá a vida e que vem até nós para pregar a palavra da Salvação.

     Comprovando este nosso ponto de vista está o fato de que durante o tempo da Quaresma e do Advento, tempos de preparação para a alegria maior, também a palavra "Aleluia" não aparece no Canto de Aclamação ao Evangelho.

     Durante sua execução, a Bíblia pode ser trazida até o sacerdote, em procissão, representando a chegada do próprio Senhor...

O SINAL DA CRUZ

     Recebida a Bíblia (quando for o caso) e concluído o Canto de Aclamação ao Evangelho, o sacerdote se inclina diante do altar e reza em voz baixa: "Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso Santo Evangelho."

     Se, ao invés do sacerdote, for o diácono quem irá proclamar o Evangelho, deverá ele se dirigir até a frente do sacerdote e, inclinado, pedir-lhe em voz baixa:

     Diácono: "Peço a sua bênção."

     Sacerdote: "O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo."

     Diácono: "Amém."

     Depois disso, entrará (o sacerdote ou o diácono) em diálogo com a comunidade, dizendo:

     Sacerdote/Diácono: "O Senhor esteja convosco!"

     Assembléia: "Ele está no meio de nós!"

     Sacerdote/Diácono: "Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo (nome do evangelista).

     Assembléia: "Glória a vós, Senhor!"

     Então, o sacerdote ou diácono faz o sinal da cruz sobre a Bíblia e também sobre a testa, sobre a boca e sobre o peito (neste caso, rezando em silêncio: "Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos"); e cada fiel persigna o sinal da cruz amplo sobre si mesmo.

EVANGELHO

     Antes de iniciar a leitura do Evangelho, se estiver sendo feito uso de incenso, o sacerdote ou o diácono (depende de quem for ler o texto), incensará a Bíblia e, logo a seguir, iniciará a leitura do texto.

     O texto do Evangelho é sempre retirado dos livros canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, e jamais pode ser omitido. É falta gravíssima não proceder a leitura do Evangelho ou substitui-lo pela leitura de qualquer outro texto, inclusive bíblico.

     Ao encerrar a leitura do Evangelho, o sacerdote ou diácono profere a expressão: "Palavra da Salvação!" e toda a comunidade glorifica ao Senhor, dizendo: "Glória a vós, Senhor!". Neste momento, o sacerdote ou diácono, em sinal de veneração à Palavra de Deus, beija a Bíblia (rezando em silêncio: "Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados") e todo o povo pode voltar a se sentar.

HOMILIA (SERMÃO)

     A homilia nos recorda o Sermão da Montanha, quando Jesus subiu o Monte das Oliveiras para ensinar todo o povo reunido. Observe-se que o altar já se encontra, em relação aos bancos onde estão os fiéis, em ponto mais alto, aludindo claramente a esse episódio.

     Da mesma forma como Jesus ensinava com autoridade, após sua ascensão, a Igreja recebeu a incumbência de pregar a todos os povos e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que Cristo pregou. A autoridade de Cristo foi, portanto, passada à Igreja.

     A homilia é o momento em que o sacerdote, como homem de Deus, traz para o presente aquela palavra pregada por Cristo há dois mil anos. Neste momento, devemos dar ouvidos aos ensinamentos do sacerdote, que são os mesmos ensinamentos de Cristo, pois foi o próprio Cristo que disse: "Quem vos ouve, a mim ouve. Quem vos rejeita, a mim rejeita" (Lc 10,16). Logo, toda a comunidade deve prestar atenção às palavras do sacerdote.

     A homilia é obrigatória aos domingos e nas solenidades da Igreja. Nos demais dias, ela também é recomendável, mas não obrigatória.

PROFISSÃO DE FÉ (CREDO)

     Encerrada a homilia, todos ficam de pé para recitar ou cantar o Credo. Este nada mais é do que um resumo da fé católica, que nos distingue das demais religiões. É como que um juramento público, como nos lembra o Pe. Luiz Cechinatto.

     Da mesma forma que o Hino de Louvor, caso o Credo seja recitado, poderá ser adotado dois coros, para expressar uma maior beleza.

     Embora existam outros Credos católicos, expressando uma única e mesma verdade de fé, durante a missa costuma-se a recitar o Símbolo dos Apóstolos, oriundo do séc. I, ou o Símbolo Niceno-Constantinopolitano, do séc. IV. O primeiro é mais curto, mais simples; o segundo, redigido para eliminar certas heresias a respeito da divindade de Cristo, é mais longo, mais completo. Na prática, usa-se o segundo nas grandes solenidades da Igreja.

     Eis o texto desses símbolos:

Símbolo dos Apóstolos:
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos;
foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu as céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo;
na Santa Igreja católica;
na comunhão dos santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna.
Amém.

Símbolo Niceno-Constantinopolitano
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra,
e de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado,
consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus
e se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras
e subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos profetas.
Creio na Igreja,
una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo
para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e a vida do mundo que há de vir.
Amém.

ORAÇÃO DA COMUNIDADE

     A Oração da Comunidade ou Oração dos Fiéis, como também é conhecida, marca o último ato do Rito da Palavra. Nela toda a comunidade apresenta suas súplicas ao Senhor e intercede por todos os homens.

     Alguns pedidos não devem ser esquecidos pela comunidade:

As necessidades da Igreja.

As autoridades públicas.

     Os doentes, abandonados e desempregados.

     A paz e a salvação do mundo inteiro.

     Além destas, deve a assembléia apresentar outras de caráter local, específicas da comunidade. A introdução e o encerramento da Oração da Comunidade é feita pelo sacerdote. Quando possível, devem ser feitos espontaneamente. As preces podem ser feitas pelo comentarista ou, melhor ainda, pelos próprios fiéis. Cada prece deve terminar com a expressão: "Rezemos ao Senhor!", para que a comunidade possa responder com: "Senhor, escutai a nossa prece!" ou "Ouvi-nos, Senhor!"

     Quando o sacerdote conclui a Oração da Comunidade, dizendo, por exemplo: "Atendei-nos, ó Deus, em vosso amor de Pai, pois vos pedimos em nome de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.", a assembléia encerra com um: "Amém!".

     Termina, então, a segunda parte da missa e inicia-se a terceira parte: o Rito Sacramental.

RITO SACRAMENTAL

 

     Os fiéis, cheios de gratidão, oferecem a Deus o fruto do seu trabalho, louvando o Senhor e bendizendo Seu Filho, em cujo corpo serão transformados o pão e o vinho oferecidos. Antes de receber a comunhão em Cristo, os fiéis se cumprimentam reafirmando a comunhão entre irmãos - e reafirmam sua adoração a Deus rezando o Pai Nosso, a oração que aprendemos da boca de Jesus.

     A celebração eucarística se completa com a partilha do pão e do vinho, a comunhão do sacerdote e o recebimento da comunhão pelos fiéis.

     A celebração eucarística é o supremo e mais belo ritual da Missa, reproduzindo com delicadeza o acontecimento central da Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia.

     A Missa recorda este momento com o Ofertório, a Oração Eucarística e a Comunhão.

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS, ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

     Jesus é a Vítima do Sacrifício que se vai realizar sobre o altar. Ali são preparados para o Sacrifício o pão e o vinho, que depois de consagrados se transformam no Corpo e no Sangue de Jesus. Durante a preparação os fiéis permanecem sentados.

     O celebrante vai para a frente do altar e recebe as ofertas trazidas em procissão. Pão e vinho e outras ofertas, frutos do trabalho do homem, são apresentados ao altar simbolizando o oferecimento que os fiéis fazem a Deus de suas vidas, cheios de gratidão por todas as graças recebidas. (Por isso esta parte da Missa também é conhecida como Ofertório.)

     Entregues as oferendas, de novo de pé os fiéis atendem à convocação do celebrante (“Orai, irmãos e irmãs...”) e pedem a Deus que aceite o sacrifício que elas representam: “Receba o Senhor por tuas mãos (as mãos do celebrante) este sacrifício para glória do Seu nome...”

     O acólito derrama um pouco de água sobre os dedos do celebrante enquanto este diz em voz baixa a oração do Lavabo: “Lavai-me, Senhor, da minha iniqüidade e purificai-me do meu pecado”.

     Em seguida, o celebrante toma as oferendas - pão e vinho - e as oferece a Deus (“Acolhei, ó Deus, as preces dos vossos fiéis...”).

ORAÇÃO EUCARÍSTICA / PREFÁCIO SANTO

     Chegamos à Oração Eucarística, o ritual central da Missa. É o momento em que Deus vai atender a súplica dos fiéis e santificar as oferendas transformando o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Jesus. O celebrante lembra que agora, mais do que nunca, o pensamento de todos deve estar voltado para o Senhor e por isso trava com os fiéis este diálogo:

     Sacerdote: "O Senhor esteja convosco."

     Assembléia: "Ele está no meio de nós."

     Sacerdote: "Corações ao alto."

     Assembléia: "O nosso coração está em Deus."

     Sacerdote: "Demos graças ao Senhor, nosso Deus."

     Assembléia: "É nosso dever e nossa salvação."

     O ritual prossegue com a recitação do Prefácio pelo celebrante. O Prefácio é um verdadeiro hino de ação de graças, um grito de alegria por havermos tido a suprema graça de receber Jesus, nosso Senhor e dom do Pai, que Se sacrificou para nos salvar.

     Em nome da assembléia, o celebrante glorifica a Deus e Lhe rende graças por toda a obra da salvação (ou por um de seus aspectos, de acordo com o dia, a festa ou o tempo). De certa forma, o Prefácio anuncia o conteúdo da Oração Eucarística.

     Ao Prefácio segue-se a oração “Santo”, pela qual a assembléia proclama a santidade e grandeza de Deus. No início da oração, repetindo “Santo” três vezes os fiéis reconhecem a existência de Deus nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

     Agora estamos todos preparados para o momento da Consagração.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA / RITO DE COMUNHÃO

     Os fiéis se ajoelham, o celebrante estende as mãos sobre o pão e o vinho e pede ao Espírito Santo que os transforme no Corpo e no Sangue de Jesus (“Santificai, pois, estas oferendas...”).

     O momento da Consagração é descritivo da Última Ceia. O celebrante relembra e repete os mesmos gestos de Jesus, obedecendo à Sua ordem (“Fazei isto em memória de mim”).

     Ergue a hóstia oferecendo-a à consagração. Em seguida ergue o cálice oferecendo o vinho igualmente à consagração.

     Acontece a transubstanciação. Pão e vinho adquirem as propriedades do Corpo e do Sangue de Jesus.

     A Eucaristia é o Sacramento da presença de Jesus ressuscitado. A assembléia, de pé, reconhece isso dizendo “Toda vez que comemos deste pão e bebemos deste cálice anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição”.

     O celebrante ainda ora pela Igreja Católica e pelas necessidades dela e termina esta parte, elevando o pão e o vinho num gesto de oferenda, com uma oração que resume todo o louvor da Oração Eucarística: "Por Cristo, com Cristo, em Cristo, toda honra e toda glória...".

PAI NOSSO / ABRAÇO DA PAZ

     Os fiéis se preparam para receber a comunhão, ou seja, se preparam para receber o Corpo de Cristo e, com esse gesto, comungar, partilhar dos mesmos sentimentos de amor e entrega a Deus que Jesus teve quando Se sacrificou por nós. E não pode haver comunhão com Cristo sem haver antes a comunhão entre irmãos.

     Todos rezam, então, o Pai Nosso. E rezam com Jesus, falando com Deus pela boca de Seu Filho. Através desta oração, os membros da grande família presente à celebração reconhecem novamente a Deus como Pai e suplicam a graça de poderem viver como verdadeiros filhos e amarem-se como verdadeiros irmãos em Cristo.

     Paz é fruto da justiça. Paz é fruto da igualdade. Paz é tão necessária quanto o ar que respiramos. Quando quis dar aos Apóstolos o melhor de Si, Jesus lhes disse “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”.

     O celebrante recorda esse momento e ora pedindo a Jesus que nos dê a mesma paz que Ele ofereceu aos Apóstolos. Os fiéis respondem “Amém”, e com isto fazem suas as palavras do celebrante.

     Os fiéis, que disseram a Jesus que querem viver na Paz de Deus, demonstram esta disposição com o abraço da paz.

     Eles se cumprimentam com um abraço ou um aperto de mão e um sorriso de cumplicidade e amizade. Afinal, estão todos à mesma mesa e vão tomar, juntos, a mesma Refeição. E só podem entrar em comunhão com Cristo e com Deus se estiverem em paz e em comunhão uns com os outros.

FRAÇÃO DO PÃO / AGNUS DEI

     Agora o celebrante se prepara para distribuir os alimentos consagrados. Parte a grande hóstia sobre a patena e coloca uma parte no cálice com vinho consagrado.

     A fração do pão significa que todos os fiéis vão participar no mesmo Alimento e o gesto de colocar parte da hóstia no cálice simboliza a união do pão e do vinho consagrados: uma vez consagrados, o pão e o vinho formam uma unidade, o Corpo vivo de Cristo, e recordam o mistério da ressurreição.

     Antes de receber a comunhão, entretanto, os fiéis fazem ainda uma última confissão de humildade na oração do Agnus Dei (“Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo...”).

COMUNHÃO

     O celebrante comunga o Corpo de Cristo. Depois comunga o Sangue de Cristo. Em seguida distribui aos fiéis a hóstia consagrada.

     Em ocasiões especiais, ou em pequenas comunidades, a Comunhão pode ser feita sob as duas formas, isto é, o sacerdote mergulha a hóstia no vinho antes de oferecê-la ao comungante.

     Este é o momento da grande comunhão dos fiéis com Deus, dos fiéis com Cristo, dos fiéis entre si. Os que comem do mesmo Pão passam a formar um só corpo com Cristo e devem ter a mesma disposição que Ele teve em fazer a vontade do Pai: fazer do mundo um reinado de justiça e paz como preparação para a vida eterna.

     Ao receber a comunhão o fiel responde “Amém”, confirmando sua fé em Cristo presente na Eucaristia e confirmando que, em Cristo, recebe a todos em sua vida e se compromete a doar-se a seus irmãos.

     Finda a comunhão, enquanto se faz a purificação do cálice e da patena, os fiéis permanecem sentados e o celebrante reza em silêncio. Após um momento de fundo recolhimento, pede a Deus em nome de todos que faça frutificar a eucaristia que os uniu, renovando humildemente o pedido de poder participar plenamente da vida cristã.

 

RITOS FINAIS


     A última parte da missa, mais breve que as demais tem como principal objetivo despedir os fiéis exortando-os a retornarem para suas casas louvando e bendizendo ao Senhor e para que sejam, durante a semana, testemunhas de Cristo, vivendo a caridade nos seus atos e pregando a Palavra aos seus semelhantes.

COMUNICADOS DA COMUNIDADE

     A verdadeira comunidade não é aquela que se encontra apenas aos domingos para celebrar a missa...

     Comunidade significa "comum unidade", isto é, a vivência em comum, a participação conjunta na vida e rotina da Igreja, como faziam os primeiros cristãos: "Todos aqueles que criam [em Jesus] estavam unidos e tinham tudo em comum" (At 2,44).

     Assim, este momento da missa é muito importante para a comunidade pois aponta as atividades que se darão nos próximos dias sob o patrocínio ou autorização da Igreja. É o chamado para que os presentes à missa venham participar, viver na comunidade, em comum unidade!

     Os avisos podem ser anunciados pelo comentarista, pelos representantes das diversas pastorais envolvidas ou pelo próprio sacerdote. Deve-se, porém, evitar o anúncio de muitos avisos, pois senão a atenção da assembléia começa a se dispersar; o ideal é que se anuncie apenas aquilo que se dará durante a semana em questão, admitindo como única exceção os eventos maiores, que mobilizem toda uma diocese ou cidade (ex.: Missa Campal, Retiro Diocesano, etc.), em virtude da complexidade de organização que costuma a envolver.

     Os avisos também devem ser organizados de acordo com o grau de importância, em ordem decrescente; para se chegar a um consenso sobre o que deve ser anunciado primeiro e o que deve ser deixado para o final, recomendamos que seja dada sempre a palavra final ao pároco.

MENSAGEM FINAL

     Antes do término da Santa Missa, deve a Igreja chamar a atenção de seus fiéis para que vivam a semana, que ora se inicia (domingo), de maneira genuinamente cristã.

     Liturgia é ação! Em seu dia a dia o cristão deve agir e se comportar como verdadeiro discípulo de Cristo, ser sua testemunha no lar, no trabalho, na rua, em qualquer lugar que seja. Assim, a liturgia não se inicia quando começa a missa; muito pelo contrário, se inicia quando termina a missa! O altar é a culminância da liturgia!!! Se durante a semana não vivemos como cristãos - ou pelo menos não nos esforçamos a viver como cristãos - o que vamos fazer na missa, quando chega o domingo, no momento em que a liturgia atinge o seu auge?

     A Mensagem final deve, portanto, exaltar o cristão a viver de forma digna, de acordo com o Evangelho do Senhor. Não deve ser longa, mas precisa ser clara e objetiva, para que cada fiel possa, de maneira fácil, guardar em seu coração aquilo que foi proclamado durante a missa e, relembrando durante toda a semana, consiga de fato seguir a Palavra de Deus.

     A elaboração da Mensagem pode utilizar como principal fonte o Evangelho do dia combinados com outros escritos da Bíblia, documentos da Igreja e obras dos santos.

CANTO FINAL / CANTO DE AÇÃO DE GRAÇAS

     O Canto Final representa o louvor e a alegria da assembléia por todos os dons e graças dados por Deus durante a Santa Missa, de maneira que também é conhecido como Canto de Ação de Graças.

     Por ser um canto de alegria, de júbilo, de exaltação, não deve ser lento, arrastado, meditativo. Toda a comunidade deve, assim, ser encorajada a cantá-lo, com fé e participação plena.

BÊNÇÃO FINAL

     Terminado o Canto Final, toda a comunidade deve se colocar de pé para receber a Bênção Final. O sacerdote, então, abrirá seus braços e saudará todo o povo, dizendo:

     Sacerdote: "O Senhor esteja convosco!"

     Assembléia: "Ele está no meio de nós!"

     Então o sacerdote abençoará todo o povo, fazendo uso, conforme dia ou ocasião, de uma oração sobre o povo, bênção solene, ou bênção simples.

     Um exemplo de bênção solene (usada no primeiro dia do ano) é a seguinte:

     Sacerdote: "Que Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a bênção, vos conceda a Sua graça, derrame sobre vós as Suas bênçãos e vos guarde sãos e salvos todos os dias do ano!"

     Assembléia: "Amém!"

     Sacerdote: "Que vos conserve íntegros na fé, pacientes na esperança e perseverantes até o fim na caridade!"

     Assembléia: "Amém!"

     Sacerdote: "Que Ele disponha na Sua paz os vossos atos e vossos dias, atenda sempre vossas preces e vos conduza à vida eterna!"

     Assembléia: "Amém!"

     Sacerdote: "A bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre!"

     Assembléia: "Amém!"

     Sacerdote: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe."

     Assembléia: "Graças a Deus!"

     A bênção simples, muito mais curta, costuma a ser:

     Sacerdote: "Abençoe-vos Deus todo-poderoso: Pai e Filho e Espírito Santo."

     Assembléia: "Amém!"

     Sacerdote: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe."

     Assembléia: "Graças a Deus!"

     Ao invés de dizer simplesmente: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe", o sacerdote poderá usar, ainda, outras palavras espontâneas ou uma das seguintes fórmulas:

     A alegria do Senhor seja a vossa força. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

     Glorificai o Senhor com vossa vida. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

     Em nome do Senhor, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

     Levai a todos a alegria do Senhor ressuscitado. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

     Ao traçar o sinal da cruz, todos os presentes devem inclinar a cabeça.

     Dada a Bênção Final, o sacerdote beija novamente o altar em veneração e, juntamente com os demais ministros, reverencia o sacrário onde se encontram as hóstias consagradas, real corpo de Cristo. Após isso, todos se retiram. Se ocorrer algum outro evento litúrgico, a despedida pode ser omitida.

     É facultado cantar ou tocar alguma outra música enquanto todas as pessoas se retiram, para tornar o ambiente mais agradável e expressar a alegria de ter participado da missa.

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