Bom Dia! Segunda-feira, 25 de Junho de 2018.
 Home

   


Alzira Costa Viana Martins
alzira@paroquiastacruz.com.br
17/02/2006 - Tema: Liturgia

Visualizações desta matéria: 87
Comente ou veja os comentários desta matéria (0)


QUARESMA- TEMPO DE CONVERSÃO

( condensado do livro "Cristo, festa da Igreja" ) Augusto Bergamini - ed. Paulinas

O Tempo da Quaresma tem por finalidade preparar a Páscoa: a liturgia quaresmal conduz à celebração do mistério pascal mediante a lembrança do batismo e da penitência.
Este tempo decorre da Quarta-feira de Cinzas até a missa na Ceia do Senhor, exclusive. Do início da Quaresma até a Vigília pascal não se canta o Aleluia. ( as vezes o ministério de música se esquece deste detalhe.)
A determinação da duração de quarenta dias é baseada nos quarenta dias de jejum de N.Senhor, quarenta anos transcorridos pelo povo de Deus no deserto, quarenta dias que Moisés esteve no monte Sinai, os quarenta dias que Elias, fortificado pelo pão cozido sob as cinzas e pela água, chegou ao monte Horeb...
No início da Igreja este era um tempo em que muitos cristãos jejuavam voluntariamente alguns dias; os catecúmenos se preparavam para o batismo e os penitentes para a reconciliação. Tornou-se depois para a Igreja o tempo da conversão e da escuta a Palavra de Deus.
O homem é assim purificado dos vícios e pecados e conduzido à recuperação da sua dignidade e do seu equilíbrio interno; é conduzido à vida nova .
O costume de iniciar o jejum quaresmal na quarta-feira que antecede o primeiro domingo da Quaresma apareceu por volta dos séculos VI e VII e o rito da imposição das cinzas, fez com que a quarta-feira de cinzas, na prática comum dos fiéis, se difundisse muito mais que outros dias mais solenes.
O jejum e a abstinência de carne devem expressar a íntima relação que existe entre este sinal externo penitencial e a conversão interior. Seria inútil abster-se de alimento se não se abstivesse do pecado
O cristão aceita a laboriosa luta contra o pecado com a mortificação, para conceder sempre mais espaço à iniciativa de Deus, que nos renova na Páscoa de Cristo.
Nos primeiros séculos da Igreja a preparação para a Páscoa se limitava a um jejum realizado nos dois dias anteriores a ela. A comunidade cristã vivia tão intensamente o empenho cristão, (não esquecer que era tempo de perseguição) que não se sentia necessidade de um período de tempo para renovar a conversão já acontecida com o batismo.
Quando a tensão diminuiu, começou-se a perceber a necessidade de um tempo suficiente para levar o cristão a refletir sobre sua conversão.
A Quaresma é também tempo de uma mais assídua e intensa oração. A oração do indivíduo e da comunidade cristã, que se externa na expressão do louvor, da ação de graças e da súplica, deve ser a concretização do sacrifício, da plena oferta de si a Deus. A oração comunitária significa que a Igreja é essencialmente comunidade orante, por isso mesmo, penitente. Quaresma é portanto, um tempo forte da Igreja, uma espécie de "retiro coletivo" .Tempo de preparação para a Páscoa
A oração e o jejum levam a uma liberdade interior onde o homem é chamado a controlar os desejos humanos pela razão e vontade. Ser dono de si mesmo e por isso mais livre.
A Quaresma não é tempo de tristeza ou de angústia, mas de conversão, mudança de vida; tempo de retomar a liberdade interior, a generosidade, o perdão. Refletir sobre o sentido real da vida e a importância que damos a Jesus na nossa caminhada, sendo sua testemunha na vivência do amor fraterno.
Inserindo-nos em seu mistério pascal através do batismo, Cristo nos transformou radicalmente, nos converteu e nos reconciliou com o Pai e entre nós. Portanto este tempo litúrgico nos chama a viver as exigências intrínsecas deste sacramento, mediante uma profunda e progressiva conversão.
O ciclo B, que é o que estamos vivendo, propõe uma serie de textos centrados no mistério da cruz gloriosa de Cristo. Dizemos que é uma Quaresma Cristocêntrica.
O texto do 1º. Domingo nos apresenta Jesus não como um profeta a mais, mas como aquele que anuncia a chegada do Reino de Deus. Diante disso exige "conversão", uma mudança de vida. Mc1, 12-15
No 2º. Domingo Jesus sobe ao monte e se transfigura diante dos três apóstolos, revelando assim, por alguns instantes o mistério de sua pessoa. Mc 9, 2-10
O texto do 3º. Domingo, nos mostra Jesus citando um trecho de Zacarias: "o zelo da tua casa me consome". Jesus se apresenta como Filho que tem autoridade no templo e sobre ele. Uma autoridade que somente Deus tinha. Portanto, Jesus é o novo templo, o lugar do encontro do homem com Deus. Jo2, 13-25
No 4º. Domingo o texto apresenta três temas interligados: a) o amor que o Pai tem para com o mundo, a ponto de enviar seu Filho, e este dar sua vida em sacrifício para que o mundo seja salvo; b) explica como se dá a salvação e a condenação: quem crer não é condenado, quem não crer já esta condenado" ; c) e, finalmente, o julgamento que não é um acontecimento exterior ao homem, consiste na resposta que ele dá a Cristo que interpela o ser humano em aceitar e caminhar na luz. A oferta de Deus deve ser aceita na fé. Jo3,14-21.
No 5º. Domingo da quaresma, o evangelista João usa a imagem da semente para significar o caminho de morte, pelo qual Jesus irá passar. O Filho do Homem é como o grão de trigo, que é enterrado na terra e morre. Por causa desse morrer produzirá muitos frutos. O caminho de Jesus é o do serviço até a entrega total da vida. Quem quiser segui-lo deverá seguir o mesmo caminho. Jo12,20-33


Veja outras matérias de Alzira Costa Viana Martins...
29/05/2006 - Liturgia - FESTA DA ASCENSÃO DO SENHOR
17/02/2006 - Liturgia -
QUARESMA- TEMPO DE CONVERSÃO
26/11/2005 - Liturgia -
O TEMPO DO ADVENTO , do Livro "Cristo, Festa da Igreja"
30/10/2005 - Liturgia -
O CULTO DOS MÁRTIRES E DOS SANTOS ( do livro: Cristo, festa da Igreja )
11/08/2005 - Liturgia -
SÍMBOLOS NA LITURGIA
11/07/2005 - Liturgia -
AS CORES DO ANO LITÚRGICO
29/06/2005 - Liturgia -
VIVENDO OS PROPÓSITOS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
13/06/2005 - Liturgia -
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
11/05/2005 - Liturgia -
PENTECOSTES - At 2, 1-11
06/05/2005 - Liturgia -
ASCENSÃO DO SENHOR
19/04/2005 - Liturgia -
Maria Mãe de Deus
02/04/2005 - Liturgia -
TEMPO PASCAL
21/03/2005 - Liturgia -
TRÍDUO PASCAL
16/03/2005 - Liturgia -
SEMANA SANTA - DOMINGO DE RAMOS
03/03/2005 - Liturgia -
Espiritualidade quaresmal

 Voltar