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Alzira Costa Viana Martins
alzira@paroquiastacruz.com.br
30/10/2005 - Tema: Liturgia

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O CULTO DOS MÁRTIRES E DOS SANTOS ( do livro: Cristo, festa da Igreja )

O culto dos mártires e dos santos é muito antigo dentro da Igreja. A razão dele está baseada no testemunho que Cristo deu ao Pai com sua morte na cruz. Os cristãos que haviam derramado o seu sangue por causa do evangelho eram considerados tão perfeitamente assemelhados a Cristo, que para entrarem na glória, tinham passado pela paixão. O culto dos mártires é anterior à própria celebração do Natal.
Nos primeiros tempos do cristianismo este culto era estritamente local e estava ligado a dois elementos: o dia da morte e o lugar onde o corpo do mártir havia sido depositado.
Ao contrário dos pagãos que comemoravam o dia do aniversário de nascimento junto ao túmulo do defunto, os cristãos comemoravam o dia do aniversário da morte, pois era o nascimento para a verdadeira vida do céu.
A comemoração dos cristãos era de alegria, de vitória e de esperança. Ela não se restringia aos parentes do defunto e sim a toda a comunidade da Igreja do local.
Neste tempo não se fazia grande distinção entre o culto dos mártires e dos defuntos. Inclusive a celebração eucarística sobre o túmulo dos mártires não era muito diferente daquela que se costumava celebrar para os defuntos. Mais tarde, com Sto Agostinho, chega-se a uma precisa distinção entre os simples defuntos e os mártires: "por estes não se reza, enquanto que para os outros se reza."
A comemoração dos mártires não se limitava à geração dos que conheceram o mártir mas se prolongava nas gerações sucessivas. A comunidade cristã guardava a memória dos mártires não só no local mas se estendia para outras Igrejas vizinhas e mesmo longínquas. Tornou-se assim Universal.
Do culto aos mártires, que haviam derramado o seu sangue por Cristo, a Igreja passou a recordar aqueles que haviam confessado publicamente sua fé diante dos tribunais e que por isso, tinham sofrido torturas, prisão e exílio. Mesmo que não tivessem derramado o seu sangue, tinham, porém, confessado a fé. Por isso eram venerados como confessores.
O número de santos alargou-se quando foram levados em consideração as grandes figuras de bispos que ilustravam de forma eminente a fé cristã, com sua doutrina e seu exemplo de vida. ( Ex. Sto Anastácio de Alexandria.)
A outra categoria fundada na instituição do martírio espiritual, abraça os ascetas (pessoa que se dedica por completo aos exercícios espirituais, mortificando o corpo.), as virgens, os monges, até chegar a todo fiel que tenha dado testemunho heróico de vida cristã, em qualquer situação.
No dia 1o. de novembro desde o final do século IX, a Igreja celebra a Solenidade de Todos Os Santos. Em uma única festa, são recordados todos juntos, os santos canonizados, todos os justos de qualquer idioma, de qualquer raça e nação, cujos nomes estão inscritos no livro da vida.
O significado desta solenidade é "contemplar a cidade do céu, a santa Jerusalém" (Ap. 20, 12 )


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